Tal como ontem deixamos aqui mais 10 nomes importantes que ainda estão oficialmente sem contrato para 2020, podem ler a Parte 1 aqui

Sam Bennett

O melhor sprinter de 2019, segundo os nossos leitores, está numa guerra aberta com a sua atual equipa. Segunda a Bora-Hansgrohe ficou acordado, em Maio, um novo contrato mas para o campeão irlandês não há nada pelo que se considera um corredor livre.

Quem está à espreita e à espera que tudo se resolva é a Deceuninck-QuickStep que, segundo se conta, já tem tudo acertado com Bennett. Este ano o irlandês deu o salto, somou 13 triunfos, sempre contra concorrência feroz e na equipa belga estaria no local ideal para brilhar.



Shane Archbold

Independentemente da equipa que Sam Bennett escolha, Shane Archbold deve seguir o irlandês. Grande homem de confiança de Bennett, o seu lançador desde há muito tempo, também correu na Bora-Hansgrohe esta temporada, tendo sido resgatado à EvoPro em Abril, depois de já ter estado na equipa alemã anteriormente. Lançador exímio, sabe os timings exatos para se colocar na frente e deixar o seu sprinter bem colocado.

Jelle Vanendert

11 temporadas depois, o belga está de saída da Lotto Soudal, de uma forma que o veterano ciclista não gostou muito, devido à maneira como foi tratado. Aos 34 anos, já não tem a explosão de outros tempos no entanto não deixa de ser aquele ciclista que aparece, sempre, na altura das clássicas das Ardenas. Em tempos, já andou muito bem na montanha mas agora é mais um corredor de clássicas belgas. Segundo os rumores, está muito perto de assinar pela Wallonie Bruxelles, onde deverá ser um dos grandes líderes.



Louis Vervaeke

Um jovem belga de grande potencial que na Team Sunweb não conseguiu os resultados que os responsáveis da equipa alemã esperavam dele. Trepador de destaque enquanto sub-23, esteve na luta pelo Tour de l’Avenir 2014 e venceu várias provas do escalão. Tem que relançar a sua carreira, e aos 26 anos, está na hora de o fazer. É mais um corredor apontado à Corendon-Circus, que pretende construir um pequeno bloco de montanha com alguns valores belgas.

Domenico Pozzovivo

É com alguma surpresa que vemos o pequeno ciclista italiano ainda sem equipa para 2020. Já não caminha para novo, são já 36 anos, no entanto Pozzovivo continua a ter muita qualidade, algo que demonstrou nas duas temporadas que esteve ao serviço da Bahrain-Merida, podendo vir a ser um gregário importante. A contas com um braço partido e uma lesão na perna após ter colidido com um carro enquanto treinava, não têm sido tempos fáceis para o transalpino.

Jan Bakelants

Uma grave queda na Il Lombardia 2017, onde fraturou 4 vértebras e 7 costelas, ficando, ainda, 1 centímetro mais pequeno, marcaram uma nova fase na carreira do belga. Até àquela altura, um excelente puncheur que já contava com vitórias no Tour e no Dauphine, nunca mais foi o mesmo e viu o seu contrato com a AG2R La Mondiale não ser renovado. Este ano, a Team Sunweb deu-lhe uma oportunidade mas pouco apareceu. Nada se sabe sobre o seu futuro sendo o mais provável correr numa equipa Profissional Continental.



Andrea Pasqualon

Comparando com 2018, esta temporada não foi das melhores por parte do italiano apesar de ter sido positiva. Sprinter com algumas características de puncheur, já que adora finais durinhos, basta ver os bons resultados que tem no Luxemburgo e nas clássicas francesas, deu-se a conhecer ao mundo do ciclismo na Wanty-Groupe Gobert. A equipa belga costuma anunciar renovações tardias e não seria de estranhar ver Pasqualon a ficar na equipa, já é quase um homem da casa mas um regresso a uma equipa italiana não seria de estranhar.

André Greipel

A mudança do alemão para a Arkea-Samsic não correu como o esperado e este conseguiu apenas uma vitória, na Tropicale Amissa Bongo, onde a concorrência não era propriamente a mais forte. Falhou, por completo, nas principais provas e aos 37 anos parece que o reinado do “Gorilla” entre a elite do sprint já chegou ao fim. Tinha assinado por dois anos mas o ano foi um fiasco tão grande que ambas as partes chegaram a um acordo para rescindir contrato. Veremos onde o gigante alemão vai parar, ele que irá anunciar a sua equipa para 2020 nos próximos dias.

Nota: Já foi anunciada a nova equipa do alemão para 2020.

Nils Politt

Dentro do desastre que foi a Katusha-Alpecin esta temporada, Nils Politt foi dos poucos que ainda deu um ar da sua graça. Evoluiu muito nas clássicas do empedrado, 2º no Paris-Roubaix e 5º no Tour de Flandres, e continuou a ser um corredor muito combativo e que se defende no contra-relógio, valendo-lhe bons resultados nas provas de uma semana com algumas dificuldades. Segundo se sabe, é um dos ciclistas com contrato por parte da Katusha-Alpecin para 2020, resta saber se continua na estrutura e correrá pela Israel Cycling Academy ou se escolherá outra equipa, já que interessados não faltam.



Mads Wurtz

Por falar em ciclistas da Katusha-Alpecin, há mais um nome de destaque ainda sem equipa. O jovem dinamarquês deu o salto para o World Tour nesta formação e aqui conseguiu bons resultados, ele que se defende bem no contra-relógio, passa bem as pequenas dificuldades e tem uma boa ponta final. Um corredor completo para certo tipo de provas que, no pior dos cenários arranjará lugar nas equipas nórdicas e, no melhor dos cenários correrá, também ele, pela Israel Cycling Academy.

 

By admin