Estamos neste momento numa altura mais morna do mercado, algumas das transferências mais sonantes que se adivinhavam já foram anunciadas e estamos naquela fase entre 2 vagas, em que Carapaz, Van Baarle, Kelderman, Wellens e Rui Costa já têm equipa confirmada.



É altura de reforçar os blocos que vão acompanhar os grandes líderes até aos principais objectivos e foi isso que EF Education First e Bora-Hansgrohe fizeram. Andrey Amador irá fazer o mesmo caminho de Richard Carapaz, indo da Ineos-Grenadiers para a EF Education-EasyPost e foi alguém que também seguiu o equatoriano da Movistar para a Ineos-Grenadiers em 2020. Na formação britânica foi perdendo espaço e protagonismo, só foi escolhido para fazer Grandes Voltas em 2020, ficando de fora dessas competições em 2021 e 2022. A aposta dos comandados de Dave Brailsford recai agora muito mais em jovens, essencialmente britânicos.

Para além disso, deve ter sido um pedido expresso de Richard Carapaz, que na EF Education-EasyPost vai ter ao seu lado bastantes sul-americanos, com Jonathan Caicedo e o reforço Jefferson Cepeda, sendo que muito possivelmente ainda poderá entrar Jhonatan Narvaez, ficando quase completa a selecção equatoriana. Amador tem 35 anos e já não está propriamente na melhor fase da sua carreira, não é uma perda impactante para a Ineos-Grenadiers e ainda pode ser útil em 2023 para a EF Education-EasyPost como capitão ao lado de Richard Carapaz nos momentos mais importantes.



Relativamente a Nico Denz, tem um percurso curioso, tendo começado na Ag2r em 2015, passando para a DSM em 2020 e agora para a Bora-Hansgrohe, num contrato válido por 2 temporadas. Tem 28 anos e é um ciclista algo irregular, capaz de uma grande vitória quando menos se espera e depois de estar vários meses quase no anonimato. É essencialmente um rolador que gosta de se intrometer em fugas e que não tem um mau sprint final.

Este ano surpreendeu tudo e todos ao ganhar uma chegada em alto na Volta a Suíça, que culminou com um sprint a 5, conta com 3 vitórias ao todo na sua carreira e 7 participações em Grandes Voltas. Olhando para o actual plantel da Bora-Hansgrohe até pode fazer um Giro ou uma Vuelta como apoio aos líderes no terreno plano, eventualmente parte de um comboio, sendo muito provável que faça as clássicas do empedrado.



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