Última semana do Tour! O momento das grandes decisões começa a aproximar-se e, para começar a semana decisiva, uma jornada de alta montanha estará pela frente dos ciclistas.
Percurso
La Tour-du-Pin recebe o início da última semana do Tour, num início bastante complicado. A abrir uma subida não categorizada de 5 quilómetros 3.4%, seguida do Côte de Virieu (2,9 kms 6.5%). 35 quilómetros mais calmos deixam o pelotão no Col de Porte (8,3 kms a 6.2%), final de uma recente etapa do Criterium du Dauphine.
Uma longa descida leva o pelotão ao Côte de Revel (7,2 kms a 7.1%). No topo desta subida ficam a faltar 70 quilómetros para a chegada, com 30 quilómetros muito rápidos a seguirem-se até à fase de todas as decisões. 2300 metros a 6.1% antecede o Montée de Saint-Nizier-du-Moucherotte (12,4 kms a 6.3%).
O topo desta subida é bonificado e, ultrapassada esta dificuldade restam 21 quilómetros por percorrer, 18.5 deles planos. A subida final para Villard-de-Lans tem 2500 metros a 6.3% de inclinação média.
Táticas
Com baterias recarregadas, muitos ciclistas veem na etapa de amanhã uma nova oportunidade de lutar pela vitória através de uma fuga. É certo que a etapa é, na generalidade dura, no entanto o seu final não é o mais difícil pelo que não vemos as equipas dos favoritos a perseguir, ainda para mais com etapas mais duras nos dias seguintes. A juntar a isso, a Jumbo-Visma não quererá arriscar perseguir e no final ver Tadej Pogacar continuar a recuperar tempo, nem que seja nas bonificações.
Favoritos
Marc Hirschi está a ser uma das revelações do Tour, contando já com uma vitória e mais dois pódios. O suíço tem estado incrível e acertado em todas as fugas, pois sempre que lá está esta tem o seu sucesso. Bom trepador, com uma explosão ainda melhor, tem mais um final ideal para si.
Após o colapso de Egan Bernal. a Team INEOS terá que mudar o seu chip e passar a estar ao ataque. Amanhã é um dia ideal para Michal Kwiatkowski, o ciclista que mais perto tem estado do colombiano. O polaco está longe de ser um trepador mas nos seus melhores dias sobe com os melhores, e a sua ponta final é temível.
Outsiders
Lennard Kamna tem sido um dos ciclistas mais ativos nos últimos dias, tendo estado perto da vitória na sexta e ao ataque no sábado. Não é um puro trepador mas está em grande forma e, finalmente a corresponder as expectativas. Aqui pode surgir a primeira vitória da Bora-hansgrohe.
Quem derrotou Kamna nesse dia foi Daniel Martinez que, nas etapas mais recentes esteve no apoio a Rigoberto Uran e, deverá ter, novamente, liberdade. Já com uma etapa no bolso, o colombiano quererá mais, num final que lhe assenta que nem uma luva, pois é um trepador muito explosivo.
Julian Alaphilippe muito tem tentado mas voltou a erguer os braços no Tour não está fácil. O francês não está na forma do ano passado e, a juntar a isso, os seus rivais têm estado a grande nível. É certo que as subidas que estão as da chegada são duras, talvez no limite para Alaphilippe, mas se o deixam chegar, arriscam-se a perder.
Possíveis surpresas
A Groupama-FDJ é mais uma equipa que vai tentar a todo o custo, e tem várias alternativas para amanhã. Valentin Madouas, David Gaudu e Thibaut Pinot são os que se destacam mais, adaptando-se todos a este final. Esteban Chaves deverá ser a aposta da Mitchelton-Scott que muito também tem tentado colocar alguém na frente nas etapas de montanha. A Ag2r La Mondiale tentará defender a camisola da montanha e, sendo muito complicado para Benoit Cosnefroy, Nans Peters é o nome que salta à vista, também ele já vencedor de uma etapa, de forma autoritária. Nomes como Warren Barguil, Dan Martin, Marc Soler e Pierre Rolland são outros que podem estar na fuga mas terão que atacar de longe para puder levantar os braços. No cenário de os favoritos discutirem o triunfo, Primoz Roglic e Tadej Pogacar são, obviamente, os dois mais fortes candidatos.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Pello Bilbao e Maximilian Schachmann.