Está na hora das decisões! As chegadas em alto estão de regresso ao Tour, numa etapa muito importante para a classificação geral. Teremos um francês a vencer a 14 de julho?
Percurso
178,5 quilómetros é o menu de amanhã. Os primeiros 113,5 quilómetros são totalmente planos e culminam com o sprint intermédio. A partir daí começa a dureza, com 3 subidas de forma consecutiva. A abrir temos o Col du Peyresourde (13,1 kms a 7%), seguindo-se o Col de Val Louron – Azet (8,2 kms a 5,6%).
A terminar teremos uma categoria especial, o duríssimo Col du Porter (16,3 kms a 8,7%). Esta é uma subida muito regular mas tem um início bastante duro, com os primeiros quilómetros a rondar os 10%. A 5 quilómetros, existem quilómetros a 9%, pode ser a altura decisiva para os ataques.
Táticas
Teremos os favoritos a discutir a etapa de amanhã? O início plano favorece tal cenário, será muito mais fácil para as equipas controlarem uma fuga e, sendo o começo plano, os trepadores terão mais dificuldades em integrar a fuga do dia. Os roladores e puncheurs sairão beneficiados em mais uma grande lotaria, no entanto esperamos os principais trepadores a atacar devido à luta pela classificação da montanha.
Favoritos
Com tudo isto, acreditamos que os favoritos possam discutir a vitória e aí apontamos Jonas Vingegaard para a sua primeira grande vitória. Esta altura de uma Grande Volta é uma incógnita para o dinamarquês no entanto hoje a Jumbo-Visma esteve muito forte, motivando bastante Vingegaard. Foi o único a fazer ceder Pogacar, estará com vontade de o tentar novamente.
Tirando a pequena quebra no Mont Ventoux, Tadej Pogacar tem estado intratável, respondendo sempre prontamente aos seus rivais. O esloveno já conta com um triunfo mas ainda não venceu uma etapa em linha e, consequentemente uma chegada em alto. Um triunfo amanhã seria um murro na mesa rumo à revalidação do título.
Outsiders
Richard Carapaz tem que atacar se quer terminar no pódio. O equatoriano sabe que se não o fizer o seu pódio estará em risco e por isso, acreditamos que a INEOS Grenadiers poderá colocar-se ao trabalho, endurecendo a corrida. A altitude e os muitos metros de acumulado serão perfeitos para Carapaz.
A chegada em alto são melhores notícias para Michael Woods. O canadiano quererá reconquistar a camisola da montanha e, para isso, terá que estar na frente. O final no topo da montanha será melhor para si pois já sabemos como é Woods a descer. Tem estado muito forte e adora estas rampas mais inclinadas.
O que é feito de Miguel Angel Lopez? Pouco se tem visto do “Superman” que tem aqui uma etapa perfeita para as suas características. Terá andado a poupar-se para estas duas chegadas em alto? Se sim, e se tiver liberdade para tal, é um perigo, é um grande trepador e sabe como render na terceira semana.
Possíveis surpresas
Entre os homens da classificação geral só vemos Rigoberto Uran como alternativa aos 3 nomes já referidos. O colombiano não é um ciclista de atacar e, quando o faz, é porque está bem. Quererá defender o 2º lugar e muitas vezes, a melhor defesa é o ataque. Talvez numa marcação mais direta, Enric Mas possa conseguir escapar e surpreender. Nairo Quintana e Wout Poels são mais dois nomes óbvios para a fuga, estão na luta pela montanha e têm-se mostrado fortes. A luta pela etapa vai depender da energia que gastarem pelo caminho. Mattia Cattaneo tem sido um ciclista incansável em integrar fugas e hoje voltou a tentar, tem um motor incrível e ainda procura o top-10. Sergio Higuita, Ion Izagire, Ruben Guerreiro e David Gaudu são outras alternativas. De destacar que amanhã é 14 de julho, feriado nacional francês, pelo que os gauleses estarão ainda mais motivados. Por fim, atenção a nomes como Dan Martin, Sepp Kuss e Esteban Chaves.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Pierre Rolland e Pello Bilbao.