A montanha já está para trás, agora é tempo para os sprinters ou quem sabe os roladores lutarem pela vitória. Teremos história com Mark Cavendish ou teremos uma fuga a vencer?
Percurso
Mais de 200 quilómetros ao 19º dia de Tour de France, uma autêntica maratona nesta altura da prova. Os primeiros 50 quilómetros têm alguns pequenos topos que, apesar de não serem muito duros, a sua sequência pode ser fundamental para desgastar alguns corredores.
O final é bastante simples, sem uma única curva nos derradeiros 5 quilómetros, apenas pequenos desvios na estrada mas que não vão fazer reduzir a velocidade do pelotão.
Táticas
Os primeiros 50 quilómetros serão essenciais para o desfecho de amanhã. As muitas colinas desgastarão as pernas dos sprinters puros que ainda sobram, principalmente Mark Cavendish, e Michael Matthews e Sonny Colbrelli podem aproveitar. Para pouco agrado destes, ainda ficam a faltar 150 quilómetros, o que dará tempo para recuperar.
No entanto, a situação de indefinição que pode acontecer no pelotão pode levar a que uma fuga bastante forte se forme e consiga ganhar alguma vantagem para o pelotão e, se tiver muitas equipas representadas, discutir a vitória em etapa.
Favoritos
Não será tarefa fácil mas se a Deceuninck-QuickStep partir com o objetivo de vencer com Mark Cavendish vão fazer de tudo para o conseguir. A equipa belga é muito coesa, une-se sempre em torno do seu líder e com a possibilidade de se fazer história estarão ainda mais motivados. Cavendish tem o melhor comboio ao seu dispor e, para além disso, mostrou ser o melhor sprinter do Tour, já leva 4 vitórias.
A vencer numa fuga terá que ser um corredor bastante completo, que passe bem as colinas que fazem lembrar uma clássicas, e esse é o perfil ideal para Jasper Stuyven. O belga tem tido alguma liberdade para integrar as fugas, por uma vez já foi 2º e num final de Grande Volta costuma apresentar-se força.
Outsiders
Jasper Philipsen tem sido o sprinter que mais próximo tem estado de bater Mark Cavendish, ele que já conta com 5 pódios. Ainda lhe falta o lugar mais alto do top-3, as oportunidades já não são muitas o belga ainda parece fresco. O seu comboio já não é tão longo mas conta com o experiente Jonas Rickaert para o posicionar.
Uma corrida endurecida será do agrado de Michael Matthews, ciclista que ainda tem uma pequena esperança de poder vencer a classificação por pontos. Para isso, o australiano sabe que amanhã tem que vencer, ou pelo menos fazer entre os primeiros. Um ritmo mais duro poderá ser suficiente para colocar Cavendish em dificuldades, o problema será a BikeExchange manter o ritmo o resto da etapa.
Este é o tipo de etapa que encaixa na perfeição em Max Walscheid. O alemão sofreu uma transformação nos últimos tempos, deixando de ser só um sprinter para passar melhor as colinas e defender-se nos contra-relógios. Tudo isto será fundamental para amanhã, sendo que Walscheid já mostrou várias vezes que não tem medo de arriscar e estar na frente. É muito possante.
Possíveis surpresas
Em caso de sprint, não há muitos mais sprinters puros em competição, talvez Cees Bol, ele que tem sofrido bastante nos últimos dias mas passou toda a montanha dentro do tempo limite. Os resultados ainda não corresponderam mas continua a ter uma equipa focada em si. Amanhã é o aniversário de Andre Greipel, o alemão deverá estar ainda mais motivado para um bom resultado, ele que neste Tour mostrou dados que demonstram alguns dos seus melhores sprints. Christophe Laporte, Danny van Poppel, Ivan Cortina, Sonny Colbrelli e Mads Pedersen são outras alternativas mas dificilmente os vemos a vencer. Para uma fuga, nomes como Brent van Moer, Lukas Postlberger, Silvan Dillier, Greg van Avermaet, Anthony Turgis e Nils Eekhof.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Imanol Erviti e Jonas Rutsch.