Dia final de mais uma edição da Volta a França! Pelo 2º ano consecutivo, Tadej Pogacar será consagrado vencedor da competição francesa num dia em que todos os olhos estarão postos em Mark Cavendish! Conseguirá o britânico bater o recorde?
Percurso
107,5 quilómetros entre Chatou e os Campos Elísios em Paris. Os primeiros 50 quilómetros deverão ser feitos em ritmo de passeio, até à entrada no circuito final, a ser completado por 8 vezes.
O circuito já é conhecido por todos, com a passagem pelo túnel a 1500 metros da chegada a ser fundamental. Aí os corredores viram à esquerda, entrando na Rua de Rivoli. O ritmo será elevado e, já no quilómetro final, surge a habitual chicane, sendo que, ao contrário do habitual, não termina a 400 mas sim a 700 metros da chegada. Reta da meta mais longa, no tradicional empedrado dos Campos Elísios. A chegada é em ligeira subida.
Táticas
Não há muito a dizer. O pelotão seguirá em ritmo de passeio até à chegada a Paris e depois começam os tradicionais ataques. Dia curto, onde os puncheurs tentam surpreender os sprinters, algo que raramente acontece, o último a consegui-lo foi Alexandre Vinokourov, em 2005.
Tudo ou nada para Mark Cavendish na tentativa de superar o recorde de Eddy Merckx e isolar-se no topo da lista com 35 vitórias no Tour. A pressão será muita mas a Deceuninck-QuickStep confiará seriamente no Míssil da Ilha de Manx.
Favoritos
Já com 4 triunfos nos Campos Elísios e outros tantos na edição deste ano do Tour, Mark Cavendish parte como o grande favorito para a etapa final. O britânico passou todas as dificuldades para se focar neste dia. A experiência é fundamental, Cavendish conhece a chegada de olhos fechados e fazer história em Paris, ainda por cima vestido com a camisola verde, seria épico!
Jasper Philipsen tem sido o sprinter que mais perto tem estado de derrotar o britânico, já conta com 5 pódios em 5 chegadas ao sprint já disputadas. O belga conta com um comboio já reduzido, apenas com Jonas Rickaert, mas o final em ligeira subida e em empedrado favorece-o.
Outsiders
Teremos Wout van Aert a vencer em todo o tipo de terreno neste Tour? Venceu na montanha, hoje venceu no contra-relógio, porque não pensar num triunfo em Paris? O belga terá o apoio fundamental de Mike Teunissen, sabe colocar-se bem e o final em ligeira subida e em empedrado são excelentes notícias para si.
Cees Bol tem passado ao lado do Tour mas todo o sofrimento nas montanhas só tem um objetivo: a etapa dos Campos Elísios. Todos os sprinters têm o sonho de vencer neste local e o holandês não deve ser exceção. Muito possante, possui um comboio bastante forte, veremos se consegue segui-lo, é o seu grande problema.
Outro ciclista que tem passado ao lado da prova é Mads Pedersen. O antigo campeão do Mundo foi 2º nesta chegada no ano passado, um final que lhe assenta que nem uma luva. As quedas prejudicaram muito a condição física de Pedersen mas as feridas já parecem estar saradas. Edward Theuns e Jasper Stuyven serão fundamentais.
Possíveis surpresas
Andre Greipel já venceu neste local e consegui-lo na última etapa da carreira no Tour seria algo incrível. O alemão ainda apresenta bons números ao sprint, por vezes peca no posicionamento, mas continua a ser muito possante para este tipo de chegadas. Michael Matthews ainda tem uma pequena esperança de vencer a camisola verde mas para isso terá que ganhar, uma tarefa que se avizinha muito difícil, ainda para mais numa chegada que não se adapta às suas características. Corredores como Ivan Garcia Cortina, Christophe Laporte, Danny van Poppel e Sonny Colbrelli devem estar entre os primeiros lugares mas dificilmente conseguirão erguer os braços em Paris.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Max Walscheid e Luka Mezgec.