Chega ao fim mais uma edição do Tour e, como sempre, Paris acolhe o final da Grande Boucle. Os Campos Elísios serão o palco da consagração e da disputa da última vitória em etapa.
Percurso
Ainda não foi desta que a organização inovou no final da Volta a França, continua a haver o tradicional final nos Campos Elíseos numa jornada que começa nos corredores de Paris. Ao todo são 8 voltas ao circuito, com um ligeiro falso plano pelo meio. O momento decisivo é a chicane final, há sempre uma luta incrível pelo posicionamento aí.
Tácticas
Há várias equipas que chegam aqui sem ganhar etapas e com uma boa oportunidade apesar do favoritismo de quem já ganhou. Isso deve tramar as hipóteses de ataque tardio. Este é um sprint diferente dos restantes, primeiro porque é feito em empedrado, segundo porque a aproximação é rapidíssima e com a chicane perto do final é crucial entrar aí já nos 5 primeiros, vantagem para quem tenha um grande lançador consigo.
Favoritos
Jasper Philipsen – Já tem 4 vitórias e não seria um choque conquistar a 5ª, continua sedento por mais como se viu na fuga da 19ª etapa. Creio que Philipsen tem o perfil certo e o comboio perfeito para brilhar aqui, a combinação de Rickaert e van der Poel para o levar à frente à entrada do quilómetro final.
Mads Pedersen – Para conseguir manter todos os “cavalos” no paralelo é preciso muito poder físico e o dinamarquês sabe muito bem o que tem de fazer neste piso. Não obstante ter feito o Giro completo mostra que ainda tem disponibilidade física e que está a recuperar de uma forma incrível do esforço. Tal como Philipsen tem um comboio curto e eficaz que o pode colocar no timing certo, com Kirsch e Stuyven, o belga já fez esse trabalho.
Outsiders
Dylan Groenewegen – É agora ou nunca para o holandês e para a Jayco e sinceramente nesta última semana esta era a melhor oportunidade que tinham. Tal como os corredores acima mencionados tem um lançador de excelência em Luka Mezgec e tem de aproveitar isso da melhor forma. Tem mostrado ser dos poucos que se aproxima do nível de Philipsen.
Cees Bol – O único corredor nestas 2 categorias principais que não tem um grande lançador e tem sido dos que mais tem impressionado nestes últimos sprints. Parece ainda relativamente fresco, esta sua experiência como lançador em novas funções tem permitido melhor as suas colocações e é um corredor alto e pesado que gosta de empedrado, pode surpreender com um pódio.
Alexander Kristoff – Está a ter um Tour para esquecer, mas já o vimos aparecer do nada e esta chegada é mesmo talhada para ele, para corredores pesados e que se coloquem bem. A Uno-x está cheia de vontade de abrilhantar ainda mais a sua estreia no Tour e confia no comboio Tiller-Waerenksjold para que Kristoff entre nos 5 primeiros na última curva.
Possíveis surpresas
Christophe Laporte – Será que lhe vai ser dada a oportunidade de ir à procura da glória como nas etapas 18 ou 19 ou a Jumbo-Visma quer uma bonita fotografia como todos os que estão a terminar? Sem grande comboio terá de escolher a roda de Philipsen ou Pedersen.
Jordi Meeus – Danny van Poppel é um lançador exímio e merecia que o seu sprinter tivesse correspondido de outra forma, especialmente nesta última semana o belga Jordi Meeus ter parecido muito vazio e isso será fatal amanhã.
Biniam Girmay – Tem sido muito perdulários nas colocações e vindo com isso em mente não o estou a ver a de certa forma salvar o Tour da Intermarche-Wanty aqui
Peter Sagan – Aqui está a sua melhor oportunidade em todo o Tour de fazer um pódio, uma etapa simples e acessível onde a colocação é o que mais conta.
Sam Welsford – Um final que na teoria até lhe assenta bem, é rápido e para ciclistas poderosos, no entanto não se conseguiu colocar em condições durante todo o Tour, porque conseguiria aqui onde isso até é mais importante?
Bryan Coquard – Não é um tipo de final para ele ainda para mais com a Cofidis muito desfalcada, ainda que na roda certa possa perfeitamente fazer pódio.
Soren Waerenksjold – Há cenários em que ele é a aposta da Uno-X, Kristoff não tem dado grandes indicações e o talento deste jovem norueguês é indubitável, Kristoff pode avariar, não se sentir bem ou até irem sprintar os 2.
Michael Morkov – Considero quase impossível que ganhe mas um top 5 já acho mais provável, conhece este final como poucos e é exímio na colocação, já lhe falta explosão, mas tem experiência de sobra.
Matteo Trentin – Tal como nos últimos 2 dias planos deverá ter liberdade para procurar um bom resultado, ele que nas 2 primeiras semanas tanto contribuiu para a causa de Tadej Pogacar
Luca Mozzato – Um dos mais regulares nos sprints do Tour, estará à espreita de outro top 10
Jasper de Buyst – Tem o caminho livre depois do abandono de Caleb Ewan e a sua experiência como lançador permite-lhe saber o timing certo para estar bem colocado e como gerir este final.
Super-Jokers
Os nossos Super-Jokers são: Nikias Arndt e Corbin Strong