O Giro continua pela Hungria, desta vez para um curto contra-relógio individual que provocará mais algumas pequenas diferenças entre os principais candidatos à vitória final.
Percurso
9400 metros de esforço individual pela capital da Hungria. O percurso é bastante simples e de explicar, 8100 metros planos e 1300 metros em subida. Até à entrada da subida, os ciclistas terão pela frente diversas curvas, um total de 17, o que irá fazer com que os puros especialistas não consigam imprimir ritmos muito elevados.
A subida para o centro de Budapeste tem 1300 metros a 4,9% no entanto os primeiros 500 metros são muito duros, a 7,2% e com rampas a 14%.
Favoritos
Tom Dumoulin já sabe o que é vencer um contra-relógio no Giro e é um dos mais conceituados corredores em prova. O antigo campeão do Mundo da especialidade tem a seu favor a subida final, onde consegue imprimir ritmos muitos altos, ao contrário dos puros especialistas. Uma vitória aqui seria importante para o motivar.
Todos sabemos que, muitas vezes, a camisola rosa dá asas e porque não pensar em novo triunfo de Mathieu van der Poel? O neerlandês é um autêntico monstro e, quando menos se espera, consegue sacar um coelho da cartola. No ano passado, curiosamente também como líder, defendeu-se muito bem num contra-relógio no Tour. Amanhã é mais curto, ainda mais ao seu jeito, mesmo não sendo um especialista.
Outsiders
Edoardo Affini é um ciclista que tem vindo a preparar-se, como poucos, para este dia. O italiano adora estes percursos mais curtos, é bastante explosivos. É neste tipo de provas que tem conseguido os seus melhores resultados, está na hora de conseguir a grande vitória da sua carreira.
João Almeida é muito regular quando falamos de contra-relógios. O campeão nacional termina quase sempre entre os melhores e sabe que, num Giro com poucos quilómetros de esforço individual, tem que aproveitar estes dias. Sabe dosear o esforço como poucos.
Ao ter feito 4º na chegada de hoje, Magnus Cort deu indicações que está em boa forma, mesmo tendo vindo de lesão. Chegando na frente, o dinamarquês queria evitar cortes para atacar a rosa no contra-relógio, uma especialidade onde tem melhorado. Nunca sabemos o que Cort vai fazer, tanto pode ganhar como finalizar fora dos 50 primeiros, é uma caixinha de surpresas
Possíveis surpresas
Jan Tratnik tem um motor impressionante, talvez gostasse de um esforço mais longo, no entanto a subida final vem ajudá-lo. Costuma dar-se muito bem com os ares do Giro. A correr em casa e com as cores de campeão nacional, Matteo Sobrero vai dar tudo para conseguir um excelente resultado, ele que no ano passado deu um salto qualitativo enorme e, em 2022, pouco tem aparecido, mostrando-se na recente Volta a Romandia. Lawson Craddock e Tobias Ludvigsson deverão ter liberdade para fazer a sua corrida, adaptam-se a esforços curtos e a subida final encaixa que nem uma luva no perfil de ambos. Os puros especialistas como Jos van Emden e Alex Dowsett terão mais dificuldades, quando a estrada inclinada é mau sinal para ambos. Entre os homens da classificação geral, Pello Bilbao e Simon Yates são aqueles que podem lutar pelos primeiros lugares. É certo que não são especialistas, mas quando estão bem conseguem surpreender e fazer excelentes exibições.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Tobias Foss e Mattias Skjelmose.