A Vuelta está de regresso com uma etapa de montanha onde a fuga pode voltar a triunfar mas onde os favoritos se deverão voltar a testar. Teremos alguém a quebrar após o dia de descanso?

 

Percurso

A segunda semana da Vuelta começa com uma ligação entre Vitoria e Villanueva de Valdegovia, ao longo de 159,5 quilómetros.



Um dia não muito duro mas que fica por uma subida, o Puerto de Orduña (7,8 kms a 7.6%). Se na primeira vez é ultrapassado a quase 90 quilómetros da chegada, a segunda passagem termina a 18,5 quilómetros da meta.

Termina a descida ficam a faltar 13 quilómetros, quase todos eles planos, com exceção de uma pequena colina à entrada dos 10 quilómetros para o fim. O final é plano.

 

Táticas

A segunda semana abre com mais uma etapa ideal para a fuga. É certo que a subida do dia é dura no entanto ainda ficam a faltar bastante quilómetros para a chegada e, com chegada em alto na próxima quarta-feira, não vemos as equipas dos favoritos a desgastarem-se.



Após 6 dias de prova, há já muitos nomes atrasados que podem ter liberdade para entrar na fuga, que será controlada, sempre à distância, por parte da INEOS Grenadiers. Os favoritos deverão testar-se, alguém pode passar mal após o dia de descanso.

 

Favoritos

Em ambas as etapas do fim-de-semana, Rui Costa esteve muito ativo, conseguindo integrar fugas. Ontem, foi 3º, num dia muito complicado, demonstrando excelente condição física. Este é o perfil de etapa ideal para o português, com subidas longas e regulares, capazes de tirar da luta homens mais rápidos. Com uma leitura de corrida muito boa, o campeão nacional pode conquistar o primeiro triunfo na Vuelta.



Desenganem-se se acharem que a Astana vai parar por aqui. A equipa cazaque vai continuar à procura de vitórias e, agora, é a hora de Luis Leon Sanchez. Um caçador de etapas de grande nível, o campeão espanhol continua a ter uma qualidade invejável. Ainda sobe bem, gosta de arriscar a descer e tem uma boa ponta final.

 

Outsiders

Tim Wellens já conta com uma vitória mas a forma apresentada na primeira semana só faz pensar que o belga não vai parar por aqui, ainda por cima sendo líder da montanha e sabendo que tem que continuar a ganhar pontos antes da maior dureza chegar. Estas etapas são a praia do belga, num perfil idêntico ao de Rui Costa. É muito combativo, já não tem tanta pressão, pelo que pode sair beneficiado.

Foi com enorme agrado que vimos a prestação de Michael Valgren na etapa de ontem. Já aqui tínhamos referido que o dinamarquês vinha em boa forma, os resultados estavam a melhorar, e a exibição de ontem veio comprovar isso. Longe de ser um trepador, vai ter que sofrer nas subidas para não perder o contacto com os trepadores. Em grupos restritos é muito rápido.



Com tempo perdido ontem, Andrea Bagioli tem, finalmente, liberdade para integrar as fugas. O talento da Deceuninck-QuickStep é um ciclista muito versátil, passa bem as dificuldades e tem uma ponta final rapidíssima. Esteve bem nos primeiros dias, mostrando boa condição física.

 

Possíveis surpresas

A Astana tem outras cartas a jogar na etapa de amanhã. Alex Aranburu, Omar Fraile e os irmãos Izagirre (Gorka e Ion) são alternativas muito credíveis e, nesta etapa, gostaríamos de destacar Fraile, um corredor que tem estado em subida de forma e já sabe o que é ganhar em Grandes Voltas. A Team Sunweb tem estado na ofensiva os últimos dias e amanhã não deve ser expeção. Robert Power e Michael Storer são as melhores cartas mas sabem que têm de chegar sozinhos para puder vencer. Cuidado com os jovens Clement Champoussin e Ide Schelling, dois trepadores muito competentes, que vêm em subida de forma e têm uma ponta final interessante. Michael Woods, Julien Simon, Georg Zimermann, Davide Formolo e Guillaume Martin são outras alternativas. Caso os favoritos anulem a escapada e lutem pela etapa, Primoz Roglic é o grande candidato. No domingo teve um dia mal, mas muito por culpa própria, ao não ter vestido a capa de chuva a tempo. Alejandro Valvere, Felix Grosschartner e Dan Martin.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Nans Peters e Nick Schultz.

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