DOUR, BELGIUM - MARCH 03: Arrival / Hugo Hofstetter of France and Team Israel Start-Up Nation / Celebration / Aimé De Gendt of Belgium and Team Circus - Wanty Gobert / during the 52nd Grand Prix Le Samyn 2020 a 201,9km race from Quaregnon to Dour / @GPSamyn / #gpsamyn / on March 03, 2020 in Dour, Belgium. (Photo by Luc Claessen/Getty Images)

As clássicas não param e amanhã é tempo para a Le Samyn, uma competição que nos tem habituado a grandes edições! Apesar de ser uma prova menos cotada no papel, na prática o alinhamento é bastante forte.

 

Percurso

Com 205 quilómetros, a Le Samyn começa em Quaregnon, muito perto da fronteira com França. Após 100 quilómetros iniciais relativamente planos, as dificuldades começam a surgir. Serão 20 setores de empedrado, 8 deles em subida.



Após uma primeira passagem por todos os setores (o pelotão quase completa uma volta ao circuito), a primeira passagem pela meta faz-se ao quilómetro 125. Seguem-se 3 voltas ao circuito de 26,5 quilómetros.

Analisando o circuito, o primeiro setor será Rue du vert Pignon (1600 metros) e aparece após 3900 metros. 5 quilómetros passados surge a sequência Cote de la Roquette (primeira subida de empedrado, 500 metros a 4,1%)-Chemin de Wihéries (400 metros).  Outros 5 quilómetros volvidos e surge o Cote des Nonettes (600 metros de empedrado, 300 deles em subida a 4%).

Mais 5 quilómetros se passam e surge o derradeiro setor: Rue de Belle Vue. Com 700 metros de extensão, este é o setor mais longo da prova e também um dos mais complicados, com 3 estrelas de dificuldade (a par do Cote de la Roquette). Na última passagem por aqui, os ciclistas ficam a 4500 metros da chegada a Dour, um final sempre em subida, não muito pronunciada mas onde se nota a inclinação.

 

Táticas

A Alpecin-Fenix vem com a equipa A! Mathieu van der Poel é a figura de cartaz mas Jasper Philipsen e Tim Merlier são sérias alternativas. Dificilmente não teremos um corredor da equipa holandesa na discussão e, com o campeão do Mundo de ciclocrosse presente, os ataques podem começar cedo, bem cedo!

Deceunick-QuickStep, Israel Start-Up Nation, Total Direct Energie e Intermarché-Wanty trazem, também, várias opções, num final de corrida que se pode tornar bastante tático.

 

Favoritos

Mathieu van der Poel esteve em “treino” no passado, como segundo o próprio admitiu. Os planos eram aqueles e agora, numa nova corrida, será de acreditar que o campeão holandês partirá com o objetivo de vencer. Tanto se poderá resguardar para um sprint como atacar e chegar isolado, tem qualidade para isso e muito mais!



O histórico de Florian Senechal nesta corrida é bastante bom (venceu em 2019, 3º em 2016, 4º em 2017 e 5º o ano passado) por isso é de acreditar num francês muito motivado, ele que em 2 corridas disputadas em 2021 somou 2 top-10. Muito completo, Senechal tem uma ponta final rápida mas poderá ser no jogo tático que a “alcateia” possa conseguir mais um triunfo.

 

Outsiders

Foi com bom agrado que vimos John Degenkolb estar no grupo de elite da prova de ontem, o alemão está a voltar a tornar-se um especialista do empedrado. Esta é a prova ideal para o corredor da Lotto Soudal, que prefere pavê “plano” em vez das duras subidas. Deverá aguardar pelo sprint final, onde a ligeira inclinação o beneficia.

Sep Vanmarcke foi uma das boas surpresas da Omloop, muito interventivo e nos primeiros lugares nos momentos decisões. O belga é sempre um nome a ter em atenção, parece estar em grande forma, veremos se não terá um azar (como lhe acontece quase sempre). Sabe que para vencer terá que chegar isolado.



Jasper Philipsen tem estado discreto na temporada, mas até agora as provas não têm sido muito apropriadas para si. O jovem belga não é um puro especialista de clássicas mas estas provas assentam-lhe que nem uma luva. O bom tempo também são bons indicadores uma vez que não terá que sofrer tanto. Num sprint em grupo, podermos ver Van der Poel a trabalhar para si.

 

Possíveis surpresas

É provável que a Deceunick-QuickStep tenha mais que uma opção no grupo da frente. Jannik Steimle, Bert van Lerberghe e Tim Declercq são alternativas muito válidas com destaque para o jovem alemão, no qual já depositamos bastantes esperanças na Kuurne-Bruxells-Kuurne. Na Intermarche-Wanty tem Danny van Poppel, Andrea Pasqualon e, principalmente, Aimé de Gendt, um corredor com bons resultados aqui. Nunca nos podemos esquecer do campeão em título Hugo Hofstetter e dos sempre perigosos Amaury Capiot, Timothy Dupont e Dimitri Claeys. Por fim, muita atenção a Olav Kooij, Jempy Drucker e Damien Touzé.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Gerben Thijssen e Yori Havik.

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