Os Monumentos estão de regresso com a “Decana das Clássicas”. Conseguirá Julian Alaphilippe estrear-se da melhor maneira possível com o arco-íris?

 

Percurso

Segundo ano com este novo percurso na Liège-Bastogne-Liège. O clássico final em Ans foi substituído por uma chegada plana e no centro da cidade belga. No total serão 257 quilómetros com partida e chegada na cidade belga.

Poucos são os quilómetros planos nesta clássica no entanto o início é o mais fácil com a primeira subida a aparecer apenas ao quilómetro 75, sendo o Cote de La Roche-en-Ardenne (3.3 kms a 4.8%). O Cote de Saint Roch (900 metros a 10.8%) fica, sensivelmente, a meio do percurso, antes dos 100 quilómetros finais de loucos.



Tudo começa com o Cote de Mont-le-Soie (2 kms a 5.6%), seguindo-se, num espaço de 25 quilómetros, o Cote de Wanne (2 kms a 8.2%), o Cote de Stockeu (1100 metros a 11.3%), o Col de la Haute-Levée (4.4 kms a 5.2%) e o Col du Rosier (4.4 kms a 5.6%).

Para os derradeiros 50 quilómetros ficam a faltar 4 subidas, as mais duras e onde tudo se deve decidir. O Col du Maquisard (2.9 kms a 5.2%) abre as hostilidades da parte final e, logo de seguida, há o famoso Cote de la Redoute (2.2 kms a 8%). A entrada nos últimos 25 quilómetros faz-se com o Cote des Forges (1300 metros a 7.9%), antes do Cote de la Roche-aux-Faucons (1300 metros a 9.9%).

Ficam a faltar 15 quilómetros. Uma pequena subida (1100 metros a 6,5%) antecede a descida para os derradeiros 2 quilómetros. A última curva fica a 600 metros da chegada antes de uma reta da meta em ligeira curva para a esquerda.

 

Táticas

A dureza do percurso é muita e, a juntar a isso, a chuva irá marcar presença, o que irá dificultar, ainda mais, a vida dos ciclistas. Acreditamos numa corrida controlada até aos 50 quilómetros finais, altura em que pode começar a surgir os ataques, quer no Col du Maquisard, quer no Cote de la Redoute. Apesar disto, e tal como no ano passado, é da nossa opinião que a movimentação decisiva possa só acontecer no Cote de la Roche-aux-Faucons.

 

Favoritos

Julian Alaphilippe faz a sua estreia com o arco-íris, e nada melhor do que começar a ganhar. Esta é uma das grandes corridas que falta no palmarés do francês, que já esteve perto do triunfo por algumas ocasiões. Mais fresco que noutros anos, se tiver a explosão demonstrada nos Mundiais, só o veem na meta.



Conseguirá Marc Hirschi continuar o seu conto de fadas? O suíço parece ter pilhas que nunca mais acabam e não mostra sinais de fadiga. O seu triunfo na La Fleche Wallonne mostrou uma enorme capacidade física. A distância e as subidas não são um problema para si, nem chegar um grupo reduzido pois é bastante rápido.

 

Outsiders

Michal Kwiatkowski quer continuar a aproveitar as oportunidades de liderança que lhe são dadas com mais um bom resultado. O polaco está a passar por uma das melhores fases dos últimos tempos, sempre na discussão das corridas. Este é um percurso ideal para si no entanto o seu historial aqui não mostra bons resultados, algo que quererá corrigir.

A chegada num pequeno grupo será do agrado de Maximilian Schachmann. O ciclista alemão foi 3º no ano passado, precisamente, o primeiro do grupo perseguidor. Acabou bem o Tour, esteve bem nos Mundiais e descansou uma semana para esta prova, o que pode ser importante.



Mathieu van der Poel é uma adição de última à lista de participantes, e que candidato aqui temos! Acabado de vencer o Binck Bank Tour, onde realizou uma exibição monstruosa ontem (andou 50 kms isolado), o holandês parte motivadíssimo. O enorme esforço de ontem pode passar a sua fatura hoje mas o campeão holandês é capaz de tudo.

 

Possíveis surpresas

Michael Woods está na sua praia, este é o tipo de provas que o canadiano gosta, com subidas curtas e explosivas. Peca sempre no posicionamento, o que lhe custa bastante energia, vamos ver se hoje consegue corrigir isso. Primoz Roglic e Tadej Pogacar parecem começar a acusar a fadiga do Tour mas nunca podem ser descartados, num percurso bom para as características de ambos. Dan Martin tem um bom historial nesta prova, já a venceu, e a sua forma parece estar em crescendo. Nomes como Tom Dumoulin, Richie Porte, Tim Wellens e Rigoberto Uran são ciclistas que podem atacar de longe. Atenção a Warren Barguil, Damiano Caruso e Adam Yates.

 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Michael Valgren e Daniel Martinez.



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