Os Campeonatos da Europa no dia de amanhã, com mais um dia dedicado ao contra-relógio.  Os elites masculinos serão os últimos a entrar para a estrada, numa prova que se espera animada e bastante disputada.



Percurso

O percurso de Plouay já tinha sido curto, com 25,6 kms, então que dizer sobre os 22,4 quilómetros de Trento, é muito raro uma distância tão pequena em campeonatos desta dimensão. O traçado é completamente plano e repleto de longas rectas, vai proporcionar médias elevadíssimas, favorecendo os ciclistas mais pesados.

 

Favoritos

A jogar em casa a responsabilidade é maior para o actual campeão do Mundo, Filippo Ganna. Depois de algumas exibições menos positivas em Abril, triunfou nos 2 contra-relógios do Giro em traçados também acessíveis. Depois foi 5º nos Jogos Olímpicos, num percurso bem duro, que beneficiou os corredores mais completos. Ganna é dos mais pesados e poderosos, tem de ser um dos fortes candidatos.



Stefan Bissegger deu claramente o salto para a elite do contra-relógio este ano. Em 2019 foi 3º nos Europeus sub-23 num traçado semelhante, em 2020 foi 2º na mesma prova e este ano fez 2º no UAE Tour (13 kms), 1º no Paris-Nice (14,4 kms), 2º na Romândia (16,2 kms), 2º na Suíça (10,9 kms), 5º no Tour (30,8 kms) e 1º no Benelux (11,1 kms). É dos ciclistas mais perigosos neste momento em percursos planos entre os 10 e 20 kms, esta distância estará no limite para Bissegger, mas o suíço pode surpreender.

 

Outsiders

Remco Evenepoel foi campeão europeu da especialidade há 2 anos num percurso plano de … 22,4 kms em Alkmaar. O prodígio belga recuperou bem da desilusão do Giro, venceu os contra-relógios na Volta a Dinamarca e na Volta a Bélgica, mas foi forçado a abandonar o Benelux Tour, pode ainda não estar completamente recuperado. Caso esteja, é um forte candidato ao pódio.

Stefan Kung continua a ser um dos contra-relogistas mais regulares, tantas vezes às portas da vitória ou da medalha. Fez 2º e 4º nos contra-relógios do Tour, 4º nos Jogos Olímpicos, é incrível a quantidade de vezes que bate na trave. Kung é alto e poderoso, o percurso também será do seu agrado. É o atual campeão em título.



Pode não ser um nome consensual aqui, mas vamos estar muito atentos ao que Edoardo Affini conseguirá fazer. Será um dos primeiros partidores e pode surpreender. Está a jogar em casa, é capaz de grandes exibições, tem evoluído de forma positiva e tem 1,92 metros e 80 kgs, muito bom para este traçado. Foi 2º recentemente no Benelux e no Giro fez pódio nos 2 contra-relógios.

 

Possíveis surpresas

Já vimos Tadej Pogacar bater alguns dos melhores ciclistas do Mundo em contra-relógios, mas não acreditamos que o esloveno o consiga fazer aqui, é muito melhor em contexto de Grande Volta e num esforço individual mais duro. Remi Cavagna também prefere traçados mais ondulados e rolantes. No entanto, já tem 2 vitórias e 5 pódios esta época, não surpreenderia um pódio. Max Walscheid tem-se especializado no contra-relógio e era impossível tem um percurso melhor, com os seus 2 metros e 90 kgs, nas fases em ligeira descida o alemão tem vantagem. Os dinamarqueses Mikkel Bjerg e Kasper Asgreen são bons especialistas, mas ambos também gostariam de mais dureza. Ainda assim Asgreen fez 2º num traçado semelhante há 2 anos. Jos van Emden, Ryan Mullen, Maciej Bodnar e Jan Barta parecem longe da melhor forma e correm o risco de nem fazer top 10. Para João Almeida e Rafael Reis o top 10 será o objectivo que nos parece plausível.



Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são Rune Herregodts e Bruno Armirail.

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