Segue o festival de ciclismo em Plouay e para abrir as provas de estrada surgem os elites masculinos. Quem sucederá a Elia Viviani?
Percurso
Dia feito no circuito de Plouay, circuito esse percorrido nos últimos 13,7 quilómetros de hoje da Bretagne Classic. No total serão 177,5 quilómetros, fruto das 13 voltas que os ciclistas terão que fazer.
Falando do circuito, este tem 3 curtas subidas. Logo a abrir está o Cote du Lezot (900 metros a 4.6%), seguindo-se logo o Montée de Lann Payot (1300 metros a 2.6%). Passada esta colina os ciclistas estão a meio do circuito.
Um curta descida leva aos derradeiros 3600 metros e à subida de Restergal (1000 metros a 5.3%). O topo fica a apenas 2600 metros da chegada no entanto enganem-se que a subida termina pois ainda se sobe mais 600 metros a 4.2%. A partir daqui, o final é muito rápido em direção à meta.
Favoritos
Após a Bretagne Classic de hoje, existe uma ideia mais clara de como será o circuito de amanhã. Sobe e desce constante, com muitos ataques e contra-ataques, numa corrida que pode ser difícil de controlar. A possibilidade de mau tempo pode tornar a corrida mais dura, no entanto acreditamos num desfecho idêntico ao de hoje.
Arnaud Demare é um dos homens em melhor forma na atualidade. Após a vitória nos Nacionais de França, onde respondeu prontamente a dois ataques de Julian Alaphilippe, o francês foi chamado para estes Europeus por Thomas Voeckler. Em grande forma, o gaulês pode não só apostar numa chegada ao sprint em pelotão como em grupo restrito, respondendo a ataques dos seus rivais.
Quem pode dinamitar a corrida é, nada mais, nada menos que Mathieu van der Poel. Após um período de clássicas italianas menos positivo, o holandês voltou às grandes exibições nos Nacionais dos Países Baixos. É certo que não terá tarefa tão facilitada como no domingo mas todos sabemos da capacidade do fenómeno holandês. Um dia duro fará igualar a sua ponta final com a dos seus rivais.
Outsiders
Continuando nos campeões nacionais, temos que falar de Giacomo Nizzolo. Finalmente o italiano está de volta ao seu velho nível, ele que no domingo esteve fantástico a seguir ataques de corredores como Nibali e Ulissi. O seu sprint foi impressionante e a confiança está em alta. Está rodeado de uma equipa forte, com várias cartas para serem jogadas.
Davide Ballerini foi o ciclista batido por Giacomo Nizzolo nos Nacionais italianos, ele que também esteve incrível nas duras subidas da prova, aguentando os mesmos ataques. Está muito rápido, bateu Pascal Ackermann na Polónia, pelo que pode ser um corredor a ter um papel livre na equipa transalpina, não só no sprint mas também para seguir ataques.
Está difícil Greg van Avermaet conseguir a primeira vitória de 2020. O belga tem andado sempre perto mas tem existido alguém sempre mais forte. Mostrou estar em boa forma no Tour de Wallonie e, sendo esta a última prova antes do Tour, a sua condição física só pode ser melhor. É daqueles ciclistas que sabemos que vai atacar e, num grupo restrito tem fortes hipóteses. Numa Seleção da Bélgica com uma mão cheia de opções, a superioridade numérica pode ser fundamental.
Possíveis surpresas
Itália e Bélgica são as duas seleções mais fortes e, na equipa transalpina, para além dos nomes já referidos, ainda há o campeão europeu de 2018 Matteo Trentin e Diego Ulissi. Trentin ainda está a recuperar da sua queda na Milano-Sanremo mas com o Tour tão perto pode surpreender, já Ulissi precisará de uma corrida muito endurecida. Na Bélgica, Jasper Stuyven, Oliver Naesen e Sep Vanmarcke são opções para seguir ataques, com Jasper Philipsen (11º hoje e 4º do pelotão), a ser guardado para uma chegada ao sprint. A Espanha vem com uma equipa sem figuras de destaque mas que pode surpreender. Veremos como está Ivan Garcia Cortina, após ter estado muito ofensivo no dia de hoje. Se estiver fresco é um perigo, sendo que para o sprint tem Jon Aberasturi, que vem de bons resultados no Tour du Limousin. Alexander Kristoff é o outro ex-campeão europeu presente, no entanto não tem apresentado a melhor forma nas últimas provas. O percurso é ideal para si, pelo que não se pode descartar o Viking. Por fim, atenção a Benoit Cosnefroy, Alex Aranburu e Rui Costa.
Super-jokers
Os nossos super-jokers são Thomas Pidcock e Adam Toupalik.
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