(L to R) Silver medallist Switzerland's Stefan Kung, gold medallist Norway's Tobias Foss and bronze medallist Belgium's Remco Evenepoel celebrate on the podium after the men's individual elite time trial cycling event at the UCI 2022 Road World Championship in Wollongong on September 18, 2022. - -- IMAGE RESTRICTED TO EDITORIAL USE - STRICTLY NO COMMERCIAL USE -- (Photo by WILLIAM WEST / AFP) / -- IMAGE RESTRICTED TO EDITORIAL USE - STRICTLY NO COMMERCIAL USE --

Percurso

Traçado predominantemente plano, 48 quilómetros com partida e chegada a Stirling e que inclui 3 pequenas colinas, nenhuma delas acima dos 5%. Muito se fala da chegada ao castelo, o último quilómetro tem uma média de 5%, mas dificilmente este quilómetro final vai desempatar o que 47 não conseguiram. Ao contrário da prova de estrada este percurso é rolante, tem longas rectas e poucas zonas técnicas em que seja necessário sair dos extensores, só para se ter uma noção nos sub-23 Lorenzo Milesi fez 50,5 km/h, o traçado era praticamente o mesmo, é de esperar que o vencedor aqui talvez ronde os 52 km/h.

Favoritos

Remco Evenepoel – A prova de estrada não lhe correu de feição, em abono da verdade estava longe de ser um percurso para ele, muito explosivo, muito técnico, esteve sempre mal colocado e a precisar de recuperações. Desligou um pouco mais cedo já a pensar nesta prova quando viu que não tinha hipóteses, a condição física que mostrou em San Sebastian continua lá e o traçado é bom para ele, rolante e com algumas pequenas colinas. É preciso pensar que esta é uma prova de 1 dia, Remco é incrível em clássicas e em grandes momentos e vai querer adicionar este título mundial ao currículo, quanto mais tempo passar mais vantagem tem em relação a quem vem desgastado do Tour.




Stefan Kung – Tenho alguns mixed feelings em relação ao “King Kung”. Existe um pouco a ideia que não é ciclista de grandes campeonatos, mas foi 2º nos Europeus e 2º nos Mundiais em 2022, teria conquistado o título não fosse uma exibição de Foss que nunca mais se viu. Acho este traçado muito bom para ele, é um pouco como na Austrália, mas sem ser tão duro, ele adora estas pequenas subidas e descidas e creio que saiu muito bem do Tour, é preciso estar em grande forma para fazer 5º na prova de estrada.

Outsiders

Wout van Aert – Somou mais um 2º lugar há uns dias, não é algo que surpreenda em Wout van Aert, parece sempre faltar aquele pontinho extra para sacar um grande triunfo numa corrida destas. No ano passado não competiu a pensar na prova de estrada, foi 2º em 2020 e em 2021, o factor decisivo face à concorrência pode ser ter o ritmo do Tour sem o desgaste de ter feito as 21 etapas até Paris

Filippo Ganna – Não creio que esteja na sua melhor forma, o que fez no Tour de Wallonie não impressionou assim tanto e esteve também focado na pista, que é um esforço com uma duração completamente diferente. Campeão em 2020 e 2021 pode provar que estamos enganados e dar um barrete a toda a gente, mas em 2022 mostrou algumas fragilidades num percurso minimamente ondulado.

Remi Cavagna – Sim, é um tiro um bocadinho no escuro, essencialmente baseado na sua experiência, na sua qualidade em percursos ondulados e no facto de ainda parecer relativamente fresco depois do Tour, onde impressionou pelo contra-relógio que fez. Não se desgastou em demasia na prova de estrada.

Possíveis surpresas

Tobias Foss – Será que um raio é capaz de cair no mesmo sítio 2 vezes? Duvidamos muito que isso aconteça, o ano que o norueguês teve como campeão mundial foi terrível, em 3 contra-relógios acima dos 15 quilómetros o melhor que conseguiu foi ser 5º na Volta ao Algarve.




Tadej Pogacar – Vai a todos, é surreal. Não é um puro especialista, não é ciclista de grandes campeonatos, ainda assim uma boa possibilidade para o top 10, foi 6º em 2022, 10º em 2021. Acabou a corrida de estrada completamente esgotado, esses watts vão fazer falta aqui.

Geraint Thomas – Um bocadinho na mesma onda de Pogacar, com a vantagem de que teve mais tempo de preparação e está a jogar em casa. A última vez que tentou ir a uma corrida destas foi em 2020, foi 4º, mas entretanto passaram-se 3 anos e já tem 37 anos.

Joshua Tarling – Era a minha alternativa a Cavagna na categoria acima, o jovem de 19 anos é mesmo um fora de série, se veio aqui em vez de ir aos sub-23 é porque fez trabalho específico para esta distância e o que fez no Tour de Wallonie (perder apenas por 7 segundos para Ganna) prova que pode fazer estragos, tenho ainda dúvidas da sua capacidade nesta distância maior.

Andreas Leknessund – O próximo Foss? Gosta destes percursos, teve tempo para preparar este dia, é bastante possante e deu mais um salto em frente este ano em termos de qualidade, outsider ao top 5.

Mikkel Bjerg – Um daqueles ciclistas dos quais nunca sabemos bem o que esperar, o dinamarquês foi campeão mundial sub-23 em 2017, 2018 e 2019, depois foi 17º em 2020 e 2021 e 14º em 2022 entre os elites, claramente a evolução não foi a esperada. No entanto este ano finalmente ganhou no World Tour e logo um contra-relógio de 31 quilómetros no Dauphine, é essa a última referência que existe, o pódio é uma legítima possibilidade.

Mattia Cattaneo – Nem sempre seleccionado para os grandes campeonatos, mas é muito regular ao longo do ano. Foi vice-campeão nacional apenas atrás de Ganna e foi o último vencedor de um contra-relógio no World Tour, o top 10 é bem possível.

Nelson Oliveira – Outro forte candidato ao top 10, é incrivelmente regular neste tipo de competições, 7º em 2014, 13º em 2015, 4º em 2017, 5º em 2018, 8º em 2019, 11º em 2020, 13º em 2021 e 8º em 2022, isto tudo em diversas distâncias e tipologias. Para além disso, parece ter saído em boa forma do Tour.

Stefan Bissegger – O ano não está a correr bem em termos de contra-relógio e não impressionou recentemente, foi mesmo muito fraco na Volta a Polónia, não o vejo a melhorar aqui num traçado ondulado e longo.

Brandon McNulty – Campeão mundial em juniores, 2 pódios em sub-23, nunca conseguiu confirmar isso entre os elites, até porque tentou fazer a transição para melhorar na montanha. Foi campeão nacional por uma larga margem e aqueceu os motores na Volta a Polónia, o top 10 é uma meta realista.

Super-Jokers

Os nossos Super-Jokers são: Jay Vine e Daan Hoole

 

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