As clássicas já lá vão, agora é tempo para as provas por etapas! O pelotão viaja até à Suíça naquela que será a última competição World Tour antes do Giro.
Percurso
Prólogo
Oron acolhe o início do Tour de Romandie com um curto prólogo de 4050 metros. Percurso bastante rápido até aos 880 metros finais onde os corredores terão pela frente uma “parede” a 7,6% de inclinação média.
Etapa 1
A região de Aigle-Martigny recebe a segunda etapa num dia feito em circuito, um clássico da competição suíça. Após 28 quilómetros o pelotão entre no circuito a percorrer por 4 vezes e que contém duas duras subidas, quase encadeadas.
Produit (2,7 kms a 7%) e Chamoson (2,1 kms a 6.2%) sucedem-se em apenas 7 quilómetros e, na última volta, ficam a 27 e 22 quilómetros da chegada, respetivamente. Uma chegada ao sprint num pelotão mais restrito é o mais expectável.
Etapa 2
Na Suíça não há etapas fáceis e os 3300 metros de desnível acumulado são razão disso. 6 subidas categorizadas, muitas delas na fase inicial no entanto tudo será decidido em La Vue-des-Alpes (7,8 kms a 6.7%), subida que termina a 17 quilómetros do fim. O final é bastante rápido e pode levar a surpresas.
Etapa 3
Mais uma etapa em circuito nesta Volta a Romandia, desta vez na cidade de Estavayer. Após uma primeira passagem pela linha de meta ao quilómetro 65, os ciclistas terão pela frente um circuito de 33,5 quilómetros a ser percorrido por 3 vezes.
Chables (1800 metros a 6,1%) e Les Granges (2,5 kms a 7.7%) serão as subidas do percurso, sendo ultrapassadas a 15,5 e 9 quilómetros da chegada, respetivamente. Atingido o topo da última subida é sempre em descida até à meta onde os 500 metros finais são a 3%.
Etapa 4
Etapa rainha da competição helvética! Única chegada em alto da prova mas que chegada em alto! Tirada com 5 subidas categorizadas, incluindo duas de primeira categoria e uma de categoria especial a coincidir com a meta.
A subida de Suen (13,3 kms a 6.7% mas com os primeiros 10,4 kms a 7.7%) será um primeiro teste aos homens da geral antes da dura escalada para Thyon 2000. Serão 20700 metros a 7,6% mas com zonas muito complicadas, principalmente na parte final, onde existem 2500 metros a 10% que terminam a pouco mais de 2 quilómetros da chegada.
Etapa 5
Os ajustes finais na classificação geral serão feitos num contra-relógio de 16,2 quilómetros realizado em Friburgo. Longe de ser um percurso plano e para puros especialistas, logo após 1600 metros surge uma colina em empedrado com 800 metros a 13,3%.
Um pequeno planalto antecede nova subida, desta vez com 1100 metros a 5,6% que deixa os ciclistas perto do ponto intermédio. O percurso é mais fácil nesta zona, com uma fase de plano e uma curta descida a anteceder os 630 metros finais que têm uma inclinação média de 4,4%.
Tácticas
Nesta Volta a Romândia todas as etapas são relativamente duras. Sprinters como Colbrelli, Sagan ou Viviani não terão vida fácil e deverão ter no máximo 1 oportunidade. Tudo se deverá decidir na longa chegada em alto de 20 kms, não obstante o sobe e desce constante dos outros dias. Em termos de blocos a Ineos-Grenadiers tem o alvo a abater, tem 2 possíveis vencedores e 2/3 gregários do melhor que existe, especialmente Rohan Dennis consegue destruir pelotões quando está na melhor forma.
Em relação às outras equipas, tanto a Bora-Hansgrohe, como a Movistar e a Jumbo-Visma chegam com 2 alternativas para a classificação geral, mas com interrogações sobre o estado de forma dos seus líderes e sérias dúvidas sobre a capacidade da 2ª linha.
Favoritos
Geraint Thomas fez parte do brilhante 1-2-3 da Ineos-Grenadiers na Volta a Catalunha, a resposta que deu em Port Ainé foi bastante forte e já deve estar em boa forma pois preparar estar a 100% no Tour. Os 2 contra-relógios curtos e explosivos são perfeitos para Thomas ganha tempo à concorrência e Dennis perfeito para controlar a corrida para o britânico.
Sepp Kuss também esteve em bom plano na Volta a Catalunha, foi 5º na chegada em alto a Port Ainé e esta corrida é decisiva se quer ganhar outro protagonismo na Jumbo-Visma e subir ainda mais de nível. A longa subida de 20 kms assenta que nem uma luva ao norte-americano, é aí que tem de fazer diferenças.
Outsiders
Richie Porte é uma alternativa excelente dentro da Ineos-Grenadiers, 2º na Volta a Catalunha, o australiano também é um bom contra-relogista. Apesar de não ter um puro trepador, é um especialista em provas de 1 semana, onde existe menos pressão. Já venceu esta corrida em 2017.
Wilco Kelderman foi outro ciclista que esteve em bom plano na Catalunha, terminando em 5º na geral. Depois caiu e teve de abandonar no País Basco, mas ajudou Schachmann nas clássicas das Ardenas com boas exibições. Deverá ganhar algum tempo a rivais nos contra-relógios e é um trepador bastante regular.
Parecia que Michael Woods tinha esta parte da temporada perdida após abandonar o Volta ao País Basco, no entanto o canadiano acabou de ser 4º na Fleche Wallonne e 5º na Liege-Bastogne-Liege, resultados que poderiam ser ainda melhores não fossem pequenos erros. Woods tem a possibilidade de se defender nos esforços individuais pois eles contêm subidas explosivas, a especialidade do canadiano.
Possíveis surpresas
A Movistar chega à Romândia com bastante ambição, no entanto Marc Soler não tem dado boas indicações e Miguel Angel Lopez faz aqui a sua estreia em 2021. O percurso também não é o ideal para o colombiano, que vai perder algum tempo nos contra-relógios. Lennard Kamna esteve em destaque na Catalunha, ao discutir 2 etapas, vencendo mesmo 1, na sua estreia na época, o que é impressionante. Steven Kruijswijk parecia muito bem encaminhado na Catalunha após o contra-relógio, mas na chegada em alto ficou completamente a pé. O holandês de 33 anos tem de melhorar a sua condição física até ao Tour, já deve estar melhor aqui. Ion Izagirre disse que queria discutir o pódio nesta prova, porém isso parece bastante complicado para o basco, líder da Astana. Não só a formação cazaque está longe do seu melhor momento, como a subida de 20 kms deve ser demais para Izagirre. Jack Haig tem dado excelentes indicações, especialmente nas clássicas das Ardenas, e um top 5 é possível para o australiano. Fausto Masnada tem aqui a oportunidade de liderar a Quick-Step, foi 10º no UAE Tour e 15º na Catalunha, vem aqui para preparar o Giro que está aí à porte. Lucas Hamilton tem-se mostrado pronto para outro papel na BikeExchange, prova disso são o 4º posto no Paris-Nice e o top 10 conquistado na Volta a Catalunha. Ciclistas como Sebastien Reichenbach e Jan Hirt têm como objectivo o top 10.
Super-Jokers
Os nossos Super-Jokers são: Ilan van Wilder e Robert Power.
Transmissão
Todos os dias a partir das 14h30 na GCN+ com excepção de domingo, dia em que a transmissão começa mais cedo, às 12h30.
Tips do dia
Para a classificação geral: Geraint Thomas melhor que Remi Cavagna -> odd 1,71 (stake 4)
Para a classificação geral: Rohan Dennis melhor que Filippo Ganna -> odd 2,06 (stake 2)
Para a classificação geral: Wilco Kelderman melhor que Damiano Caruso -> odd 2,00 (stake 2)
Para o prólogo: Alex Edmondson no top 10 -> odd 3,00 (stake 1)
Para o prólogo: Jan Tratnik melhor que Patrick Bevin -> odd 2,00 (stake 1)
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