Dia de todas as decisões no Giro e mais uma chegada em alto na Vuelta. Quem levará a camisola rosa para casa? Conseguirá João Almeida subir ao 4º lugar? Continuará Primoz Roglic a dominar na Vuelta?

 

Antevisão da 21ª etapa do Giro

 

Percurso

Milão é o palco de todas as decisões, acolhendo o contra-relógio final da Volta a Itália. 15,6 quilómetros totalmente planos num percurso com longas retas, ideal para os puros especialistas.



À saída de Cernusco e à chegada a Milão existem algumas curvas, tornando estas fases as mais técnicas do curto esforço final deste Giro.

 

Favoritos

Os dois contra-relógios disputados no Giro viram Filippo Ganna sair com a vitória e não há duas sem três. O campeão do Mundo é quase imbatível neste tipo de distância, continua em grande forma e tem um percurso ideal para imprimir ritmos fortes.

Rohan Dennis está a realizar uma semana final de Giro fabulosa, do melhor que se viu de si nos últimos tempos. Está em grande forma, foi 2º no contra-relógio mais longo e tende a melhorar com o passar dos dias, Preferiria uma distância mais longa mas o lugar mais alto do pódio está ao seu alcance.

 

Outsiders

Victor Campenaerts tem sido uma grande desilusão neste Giro. Fora do top-10 nos contra-relógios até agora disputados, o belga precisa, urgentemente, de um bom resultado na sua especialidade. Este é o percurso ideal para isso, ele que vem de ser 2º na etapa de ontem.



A perda da rosa não afetou João Almeida, muito pelo contrário. A demonstração de força dada no dia de hoje foi impressionante, mostrando ainda estar muito fresco e a recuperar muito bem das etapas duras. Realizou dois contra-relógios muito bons e, no de abertura, com distância idêntica a este, foi 2º.

Thomas de Gendt tende a acabar bem as Grandes Voltas e é um corredor que se defende muito bem no esforço individual. O percurso é curto e pouco sinuoso para as suas características mas com a fadiga de muitos, o belga conseguirá aproximar-se dos seus rivais.

 

Possíveis surpresas

Josef Cerny venceu através da fuga no dia de ontem e esse triunfo pode dar-lhe asas para mais um grande resultado, uma vez que a pressão já saiu dos ombros deste. Mikkel Bjerg começou muito forte o Giro mas parece já estar cansado, no entanto não se viu nos últimos dias o que significa que se pode ter andado a poupar. Chad Haga venceu o contra-relógio final do ano passado e quererá repetir a façanha, numa tarefa que não se avizinha nada fácil. Nomes como Kamil Gradek, Kamil Gradek, Alex Dowsett, Mathias Brandle e Jan Tratnik lutarão para terminar no top 10.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Matteo Sobrero e Joey Rosskopf.

 

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Antevisão da 6ª etapa da Vuelta

Percurso

As restrições da COVID-19 não fizeram estragos só no percurso do Giro. A etapa de amanhã da Vuelta iria terminar no Col du Tourmalet, algo que já não é possível. A tirada foi, totalmente, redesenhada, começando em Biescas e terminando em Formigal, num dia muito parecido a 2016.



O dia começa com um pequeno circuito de 22 quilómetros a ser percorrido por duas vezes e meia. Terminado este circuito o pelotão segue para Alto de Petralba (6.2 kms a 5,1%), escalando, depois, o Puerto de Cotefablo (13.1 kms a 4%), uma subida que tem os primeiros 6 kms a 5,4% e onde 4 quilómetros de falso plano estragam a média da mesma. No topo ficam a faltar 39 quilómetros para o final, num terreno que continua bastante ondulante.

A subida de Aramón Formigal inicia-se a 14 600 metros da chegada e tem uma média de 4,6%. Não é a subida mais dura do Mundo mas 2 fases de falso plano (com 3 kms cada) estragam a média. A parte final é a mais dura com os derradeiros 3600 metros a 6,6%.

 

Táticas

Novo dia de montanha na Vuelta e, até agora, todos eles terminaram com os favoritos a discutir o triunfo. Amanhã acreditamos que o cenário se possa voltar a repetir, ainda para mais, com o dia de descanso na segunda-feira, onde dará para recuperar as energias. Se for só pela Jumbo-Visma, uma fuga poderá ter o seu sucesso no entanto vemos equipas como a Movistar e a INEOS Grenadiers a perseguir a escapada.



 

Favoritos

Primoz Roglic tem sido rei e senhor desta Vuelta. Venceu ao primeiro dia, foi 2º nos dias seguintes e hoje voltou a dominar na chegada, mostrando uma frescura incrível. A chegada de amanhã não é muito dura no entanto é suficiente para se fazerem diferenças e sendo o esloveno um corredor explosivo tem todas as condições necessárias para continuar a cimentar a sua liderança.

Dá gosto ver Daniel Martin voltar aos bons resultados. O irlandês está ao nível que nos habituou há algumas temporadas o que é um excelente indicador para a corrida. Já bateu Roglic, o que demonstra a sua capacidade de explosão. A subida final é longa mas não muito dura, perfeita para si.

 

Outsiders

Richard Carapaz tem sido um dos ciclistas mais ofensivos na montanha mas, infelizmente para si, não tem conseguido fazer diferença. É certo que a subida de amanhã não é tão dura como o equatoriano gostaria mas terminando em alto é uma vantagem para si. Escolhe sempre alturas certas para atacar.



Sepp Kuss tem tido alguma liberdade dentro da Jumbo-Visma no entanto os seus rivais não lhe têm dado espaço. O norte-americano tem mostrado um à-vontade tremendo quando o terreno inclina e não se admirei de o ver a atacar cedo.

A Team Sunweb foi uma das equipas mais ativas no dia de hoje e amanhã não deve ser exceção. Com vários trepadores no seu alinhamento, amanhã apontamos para Robert Power, ele que já hoje esteve ao ataque mas esteve na fuga errada. Um trepador com enorme qualidade e que ainda procura a sua primeira grane vitória da carreira.

 

Possíveis surpresas

Enric Mas estará na luta no entanto estas subidas não são muito inclinadas o que não dá para o espanhol fazer diferenças grandes. Tem estado ao ataque nos outros dias, o que é um bom indicador. Hugh Carthy e Esteban Chaves deverão estar com os melhores mas será complicado vê-los a ganhar. Marc Soler pode, mais uma vez, aproveitar a marcação entre os principais candidatos e escapar. Já Aleksandr Vlasov está em crescendo, terá liberdade para atacar e conseguir chegar isolado. Para a fuga, a AG2R La Mondiale tem em Nans Peters e Clement Champoussin duas grandes cartas. Se o primeiro é um perito em escolher as fugas certas para depois vencer e o segundo esteve entre os melhores na chegada de ontem. Georg Zimmermann, Rui Costa, Luis Leon Sanchez e Niklas Eg são outros nomes a destacar.




Super-jokers

Os nossos super-jokers são Omar Fraile e Davide Formolo.

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