A Team BikeExchange é das poucas equipas do World Tour que ainda está bastante activa no mercado, ainda só estão confirmados 23 ciclistas para 2022, sendo que 2 deles foram anunciados esta semana. O plantel tem 2 líderes claros com Simon Yates e Michael Matthews, outro a tentar aparecer, no caso Lucas Hamilton, mas é mais evidente a falta de segundas e terceiras opções, a aposta é no futuro, com a contratação de muitos jovens.
Um dos jovens recrutados para a próxima época foi Alexandre Balmer, um poderoso corredor de 21 anos que passou as últimas 2 épocas na equipa Continental da Groupama-FDJ. Enquanto junior o suíço deu bastante nas vistas, em 2018 foi campeão nacional, vice-campeão europeu e 4º nos Mundiais. Nas camadas jovens sempre foi um bom contra-relogista e apesar de ter 1,92 metros é bastante competente na alta montanha, com uma enorme margem de evolução, prova disso foi o 8º posto no Giro della Valle d’Aosta.
Ontem foi anunciado Campbell Stewart, num contrato válido por 2 temporadas para um ciclista que não tem grandes resultados na estrada, mas que é um elemento fulcral na equipa de Pista neo-zelandesa, uma vertente em crescimento e muito explorada neste país. Sagrou-se campeão do Mundo em 2019 no Omnium e em 2020 foi medalhado no Madison e na perseguição por equipas. Tal como a maioria dos pistards, é um bom sprinter e pode até ter algumas oportunidades em 2022.
O reforço de hoje foi Jan Maas, neerlandês de 25 anos. Com passagens pela equipa de desenvolvimento da Rabobank, SEG Racing e, mais recentemente, na Leopard Pro Cycling, Maas terá a primeira real oportunidade no World Tour, isto porque já foi estagiário na Jumbo-Visma. 2021 foi o ano de explosão, foi 3º no Tour de la Mirabelle, 4º no Istrian Spring Trophy, 5º na Volta a Áustria e 10º na Volta a República Checa. Trepador puro, vem reforçar um bloco da equipa que ainda se encontra em construção.
De saída da BikeExchange está Andrey Zeits, de regresso à Astana depois de ter estado na formação cazaque entre 2008 e 2019. Zeits tem 34 anos e está a caminho do final da carreira, não há local melhor que a Astana, a sua equipa local. É um gregário por natureza, bastante necessário agora com os regressos de Miguel Angel Lopez e Vincenzo Nibali, e muito completo por sinal. Uma prova da sua utilidade para o colectivo é o facto de ter alinhado até agora em 19 Grandes Voltas na carreira, um dos ciclistas no activo com mais provas de 3 semanas.
Mauro Schmid foi uma das enormes surpresas do Giro 2021, com uma vitória mágica em Montalcino, uma etapa que passou pelas estradas da Strade Bianche e onde bateu Alessandro Covi ao sprint. Não tinha grandes resultados até aí e não conseguiu grandes resultados depois disso, apesar de ter andado ao ataque nos Mundiais sub-23. Aos 21 anos vai ter uma oportunidade única na carreira, foi contratado pela Quick-Step por 2 épocas, uma das estruturas mais poderosas do ciclismo mundial e que consegue exponenciar os talentos de uma forma única. Não ficaríamos surpreendidos de ver Schmid a somar alguns triunfos em 2022, na equipa belga quase todos têm chances de ganhar e concretizam essas oportunidades.
A Euskaltel-Euskadi continua o seu caminho e aposta na manutenção da larga maioria do plantel. Até agora a única contratação mais conhecido foi Carlos Canal, jovem de 20 anos que correu em 2020 e 2021 na Burgos-BH. É um ciclista bastante polivalente e não faz só estrada, foi campeão espanhol de ciclocrosse 2 anos seguidos e conseguiu 1 título nesse escalão no cross-country. Deu alguns bons sinais nas 2 temporadas que já fez na estrada e na formação basca vai ter espaço e tempo para crescer.