O Tour chegou ao Alpes e os Alpes trouxeram espetáculo! Início a todo o gás e, ainda nos 10 primeiros quilómetros, grave queda coletiva, com mais de 30 ciclistas a irem ao chão, levando as abandonos de Antonio Pedrero e Louis Meintjes. A corrida chegou a estar parada e quando os ciclistas voltaram a correr voltou a grande velocidade e mais quedas, com Romain Bardet a abandonar, já depois de ultrapassada a primeira subida do dia.



Depois formou-se a fuga, com 20 elementos, entre eles Michal Kwiatkowski, Daniel Martinez, Neilson Powless, Julian Alaphilippe, Mikel Landa, Wout Poels, Giulio Ciccone, Juan Pedro Lopez, Mattias Skjelmose, Alex Aranburu, Matteo Jorgenson, Michael Woods e Tobias Halland Johannessen. Atrás, a Jumbo-Visma estava numa missão, com Christophe Laporte a fazer uma etapa fabulosa, impedindo que esta perigosa fuga ganhasse mais que 1 minuto.

Ciccone e Woods eram os mais inconformados, atacavam várias vezes, chegaram a estar isolados, mas na descida do Col de Jambaz voltava a haver um pequeno reagrupamento, com alguns ciclistas da fuga a reentrar na frente. A missão da Jumbo-Visma era clara, Tiesj Benoot entrou ao trabalho no sopé do Col de la Ramaz e, a 58 quilómetros do fim, terminava a fuga com Ciccone a ser o último resistente.

Aos poucos, o grupo os favoritos ia perdendo unidades, o ritmo aumentou mais com Dylan van Baarle e quando entrou Wout van Aert, para os últimos 2 quilómetros de subida, fez a primeira vítima do top-1o da geral, com Tom Pidcock a ceder. Simon Yates chegou a estar descolado na descida, no entanto no vale antes da subida para o Col du Joux Plane voltou a reentrar.



Mal Wout van Aert abriu para o lado, entrou ao serviço Wilco Kelderman, só que Rafal Majka queria estragar os planos e, do nada, voltou a aparecer Van Aert! Este ritmo elevado fez algumas vítimas, com Simon Yates e Pello Bilbao a serem os nomes do top-10 a ceder. A 8 quilómetros do topo, era a vez de Sepp Kuss fazer o seu trabalho que, aos poucos, foi fazendo as suas vítimas com Jai Hindley e Felix Gall a cederem. A 16,6 quilómetros do fim, Pogacar fez sinal a Adam Yates, o britânico aumentou ainda mais o ritmo e apenas Pogacar e Vingegaard ficaram consigo, com Carlos Rodriguez e Kuss a ficarem para trás.

O trabalho de Yates durou 900 metros, Pogacar atacou muito forte e, rapidamente, Vingegaard cedeu. Ainda faltavam 3700 metros até ao topo, o dinamarquês preferiu ir ao seu ritmo do que ir ao choque e, 1500 metros passados e o camisola amarela voltava à roda de Pogacar. O ritmo baixou, ambos se ficaram a entreolhar e ficando à espera do topo e da luta pelos segundos de bonificação, onde Vingegaard ganhou 8 segundos, contra os 5 de Pogacar. Rodriguez fez a sua subida, chegou a estar a 1 minuto e passou no topo a 26 segundos, conseguindo, também, 2 segundos de bonificação.



Ainda antes de entrar na descida, Rodriguez e Adam Yates aproveitaram a não colaboração entre Pogacar e Vingegaard para reentrar na frente. O espanhol não parou, passou para a frente e atacou descida abaixo, ganhando uma pequena margem que nunca mais foi fechada. Pogacar ainda tentou apanhar o espanhol só que não o conseguiu e, no final, o jovem da INEOS Grenadiers pôde celebrar a primeira vitória da carreira no Tour e em Grandes Voltas! A 5 segundos, Pogacar e Vingegaard fizeram 2º e 3º, respetivamente. Falando dos homens do top-10, Yates chegou a 10, Kuss a 57, Hindley e Gall a 1:46, Bilbao a 3:19, Simon Yates a 3:21 e Martin e Gaudu a 5:57.

Contas feitas, Vingegaard ganhou 1 segundo no dia de hoje a Pogacar, tendo, agora, 10 segundos de vantagem para o esloveno. A grande etapa de Rodriguez valeu a subida ao 3º lugar, a 4:43, um segundo à frente de Hindley. Ruben Guerreiro não terminou a etapa.

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