Pela primeira vez nestes Campeonatos do Mundo, uma prova começou fora do circuito de Wollongong. As senhoras arrancaram de Helensburgh, sem Demi Vollering, uma baixa importante para os Países Baixos, depois da lesão de Annemiek van Vleuten. Debaixo de chuva, a corrida manteve-se tranquila até à passagem pela Mount Keira, e só depois da descida é que se formou uma fuga com Julie Van de Velde, Elynor Bäckstedt e Caroline Andersson.



Este trio aguentou na frente várias passagens pelo Mount Pleasant, o pelotão ia ficando reduzido e, a 54 quilómetros do fim, a corrida estaca compacta e iniciava-se uma nova fase. Spela Kern andou na frente durante 10 quilómetros mas a dureza do circuito terminou com a sua aventura. Elisa Balsamo começava a sentir dificuldades com o passar dos quilómetros e via o sonho de revalidar o título cada vez mais complicado.

Depois de vários ataques da seleção australiana, com Sarah Roy a chegar a andar isolada, as favoritas começaram a mexer-se a 26 quilómetros do fim. Foi a inevitável Kasia Niewiadoma a lançar o primeiro ataque, com a polaca a ter resposta pronta de Elisa Longo Borghini, Lianne Lippert, Cecilie Uttrup Ludwig e Ashleigh Moolman. No topo, Lippert e Borghini chegaram a ter alguma vantagem mas alguns quilómetros volvidos e o grupo voltou a unir-se.



Atrás, os Países Baixos com Ellen van Dijk, conseguiu anular uma diferença superior a 30 segundos, apanhando a fuga a 13 quilómetros do fim. Marlen Reusser tentou surpreender atacando antes do Mount Pleasant no entanto a helvética não teve muita sorte uma vez que na última passagem pela subida foi absorvida por um grupo que se tinha destacado. E quem estava nessa grupo? Nada mais nada menos que as mesmas 5 da volta anterior.

Lippert, Niewiadoma, Moolman, Ludwig e Borghini voltaram a ter uma viagem importante, voltaram a cometer o erro de não colaborar entre si e viram o título mundial fugir pelas mãos, sendo apanhadas com o quilómetro final à vista. O ritmo abrandou e, aproveitando a hesitação no grupo aconteceu o impensável. Discreta a prova toda, Annemiek van Vleuten arrancou a 500 metros do fim, não teve resposta de ninguém e pedalou para o título mundial, o 2º da carreira, conseguindo-o com o cotovelo fraturado! Lotte Kopecky, visivelmente frustrada, foi 2ª e Silvia Persico completou o pódio.



Temporada de sonho para Annemiek van Vleuten que depois de ter ganho o Giro d’Itália, o Tour de France e a Vuelta a Espanha, consegue o título mundial de estrada, depois de muitas dúvidas devido à queda e lesão sofrida na prova de contra-relógio misto.

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