Numa altura em que se falava na saída de Yves Lampaert para outras equipas, nomeadamente a Lotto Soudal, foi ontem anunciado pela Deceuninck-Quick Step que o ciclista belga de 29 anos renovou até 2022 com a formação comandada por Patrick Lefevere.
Yves Lampaert ingressou na estrutura da Quick-Step em 2015, proveniente do poço de talentos que é a Topsport-Vlaanderen, depois de um ano em que se fartou de dar nas vistas nas clássicas. Logo em 2015 chamou bastante à atenção ao fazer 7º no Paris-Roubaix, bem como excelentes resultados nas corridas por etapas mais curtas, como o Ster ZLM ou os 3 dias pela Flandres.
Este nível de resultados aos 24 anos e logo na temporada de estreia com a equipa proporcionaram-lhe uma subida na hierarquia ano após ano e Lampaert é cada vez mais visto como um líder para as clássicas. Tem feito uma progressão sustentada, que culminou com uma fantástica época de 2019.
Em termos de clássicas foi 7º na Omloop, 5º na Kuurne-Bruxelles-Kuurne e 3º no Paris-Roubaix, depois ganhou o contra-relógio na Volta a Suíça, foi vice-campeão belga de contra-relógio, vice-campeão europeu de estrada, 3º na Volta a Alemanha e ganhou a Volta à Eslováquia, acabando o ano entre os 50 melhores ciclistas do ranking. Nas poucas provas disputadas em 2020 já tinha sido 2º na Omloop, perdendo no sprint para Jasper Stuyven.
Olhando para o actual plantel da Quick-Step, é normal que a equipa belga queira manter Lampaert, principalmente para as clássicas. O ciclista belga tem sido extremamente regular e é sempre uma opção fiável, ao contrário de Bob Jungels (que é capaz de uma enorme exibição e na prova seguinte passar completamente ao lado) e de Zdenek Stybar, que não tem conseguido corresponder. Geralmente Lampaert passa sempre com os melhores e tem boas leituras de corrida, os seus grandes “rivais” internos podem até ser Kasper Asgreen e Remco Evenepoel, caso o jovem prodígio enverede pelas clássicas.
Tendo em conta que Lampaert continuará a ter oportunidades nas corridas que mais gosta, é normal que se queira manter nesta estrutura, que conhece como a palma da sua mão, apesar de ser um corredor bastante cobiçado pois também é uma peça importante em contra-relógios colectivos ou lançamentos de sprint.