O novo calendário da UCI pode vir a alterar o calendário de muitos ciclistas, devido às sobreposições de provas no entanto a Deceuninck-QuickStep e Patrick Lefevere vão manter-se fiéis aos planos desenhados no início da temporada e manter o calendário dos seus homens fortes.
Julian Alaphilippe vai manter o seu foco no Tour de France, focando-se depois, nos Mundiais e nas Clássicas das Ardenas (La Fleche Wallone, Amstel Gold Race e Fleche Wallone). Em aberto fica a possibilidade de participar ou não no Tour des Flandres, a sua grande novidade para o calendário desta temporada. Lefevere reconheceu ser um “longo período de competição mas o Julian vai conseguir saber como lidar com isso”.
Remco Evenepoel devia estar, nesta altura, a estrear-se em Grandes Voltas, tendo hoje terminado a 2ª etapa do Giro d’Itália. A Grande Volta transalpina era o grande objetivo do jovem talento belga e vai continuar a ser, mesmo colidindo com a Liège-Bastogne-Liège, outros dos grandes objetivos de Evenepoel. Patrick Lefevere referiu que “É uma pena que ele não possa participar na Liège-Bastogne-Liège, mas ele tem apenas vinte anos. Se tivesse 37 anos, seria muito pior.”
Com três homens rápidos, cada um deles terá a oportunidade de brilhar em cada uma das Grandes Voltas. Sam Bennett será a aposta no Tour de France, Fabio Jakobsen terá a sua oportunidade no Giro d’Itália e, por fim, a Vuelta a Espanha estará destinada a Alvaro José Hodeg. Destes todos, Hodeg será o mais prejudicado, devido ao cancelamento das etapas na Holanda, onde os sprinters iriam ser os principais protagonistas, mas mesmo assim “existirão oportunidades mais que suficientes para conseguir levantar os braços.”