Sábado foi o dia para a prova de estrada de elites femininas. Todas contra a Holanda era mais ou menos o que se esperava, já que praticamente todas as ciclistas da “laranja mecânica” podiam ambicionar vencer em Harrogate. O início foi bastante rápido, não chegando a existir fuga do dia.



A Cray Hill, a 105 quilómetros do fim, era a subida mais complicada do dia e foi aí que tudo se decidiu. Annemiek van Vleuten decidiu atacar, ninguém conseguiu seguir a holandesa, apesar das tentativas de Elisa Longo Borghini e Elizabeth Deignan, e a veterana ciclista foi por ali fora.

Atrás, formou-se um grupo perseguidor composto por ciclistas bastantes importantes, sendo elas Anna van der Breggen, Amanda Spratt, Chloe Dygert, Soraya Paladin, Clara Koppenburg, Cecilie Ludwig e as já referidas Longo Borghini e Deignan. Com o passar dos quilómetros, a vantagem de Vleuten foi aumentando, apesar de durante 40 quilómetros nunca ter passado o minuto.

Annemiek van Vleuten entrou no circuito de Harrogate, com 45 quilómetros para o fim, com 1:30 para o grupo perseguidor e já 3 minutos para o pelotão, que estava praticamente fora da luta pelas medalhas. Na primeira das 3 voltas, Dygert atacou no grupo perseguidor, chegou a andar em solitário mas nunca se aproximou verdadeiramente da holandesa. A jovem norte-americana começou a acusar o cansaço e foi já dentro da volta final que foi ultrapassada por Breggen e Spratt.



Ninguém conseguiu parar Annemiek van Vleuten de uma vitória histórica! Aos 36 anos, a holandesa conquista o seu primeiro título mundial na estrada, após uma exibição monstruosa, juntando aos dois já conseguidos na vertente de contra-relógio. Anna van der Breggen conseguiu deixar Amanda Spratt para trás numa das últimas dificuldades, ficando em 2ª a já 2:15, com Spratt a ser 3ª a 2:28. Dygert e Longo Borghini ainda chegaram antes do pelotão, no qual Marianne Vos foi a mais forte, terminando no 6º posto a já 5:20. Maria Martins abandonou no decorrer da prova.

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