A quarta etapa do Tour de Omã era a mais curta desta edição, com 119,5 quilómetros, mas com mais de 2000 metros de acumulado, prometia espetáculo e explosividade, e não desiludiu. A fuga não tardou a formar-se, com três homens a seguirem destacados: Julen Irizar, Michael Kukrle e Samuele Zoccarato.



Os três escapados ganhavam uma vantagem de dois minutos, com a Team DSM a pegar nas rédeas do pelotão. O ritmo imposto era forte, desfazendo o grupo principal em dois, com os fugitivos a serem alcançados após 37 quilómetros decorridos. Estava a desordem instalada, com um grupo de trinta unidades na frente, numa altura em que o suiço Mauro Schmid atacava. Foi seguido de perto por Antoine Duchesne, Jonas Hvideberg, Soren Kragh Andersen, Joan Bou e Marco Canola.

A UAE Team Emirates e a Intermarché Wanty Gobert estavam a controlar os escapados, não dando grande margem de manobra. Houve muitas quezílias no grupo da frente, com vários ataques e contra-ataques. Começavam as subidas a Al Jabal Street (Bousher Al Amerat), três passagens mas com abordagens diferentes. Zoccarato e Schmid destacavam-se na penúltima subida do dia, com ataques dos favoritos lá atrás, Jan Hirt, Fausto Masnada e Élie Gesbert tentavam surpreender o líder de corrida, o dinamarquês Anthon Charmig.



Schmid ganhava uma vantagem de 25 segundos e seguia a solo, a 25 km da meta, perseguido por um grupo de 26 corredores, incluindo o seu colega Masnada, o líder da corrida Charmig, Taaramae, Hirt e Gesbert. A vantagem alargou-se ainda mais, com o suiço a entrar na subida final com mais de um minuto de vantagem para os favoritos e com 35s para alguns corredores intermédios. O francês Vauquelin era um desses casos, estava num segundo grupo, e chegou-se a Schmid na subida, a 16 km da meta, descartando-o de imediato.

Lá atrás, Charmig, Masnada, Vandenabeele, Vermaerke e Hirt eram os mais fortes e jogavam a geral. A 12 km, o grupo do líder apanhou mesmo todos os membros destacados na frente, incluindo Vauquelin. Era tempo de assistirmos a novo ataque de um ciclista do “Wolfpack”, o líder da equipa Fausto Masnada arrancou e ninguém mais o viu, num contrarrelógio individual até à chegada. Charmig estava entregue a si próprio e tentava fechar o espaço.



O italiano chegou mesmo isolado à meta, com 1m07s de vantagem para o segundo classificado, que foi, curiosamente, o seu colega Mauro Schmid, uma das figuras desta etapa! Kevin Vauquelin fechou em terceiro, com o mesmo tempo do segundo, num grupo em que também chegou Rui Costa (4.º), Charmig e Jan Hirt.

Na geral, Masnada é o novo líder, com 55s de vantagem para Charmig e 58 segundos para o checo Jan Hirt. Rui Costa caiu para o 5.º posto, estando agora a 1m07s da liderança. Schmid subiu 8 posições e está agora em quarto, enquanto que o jovem Henri Vandenabeele ascendeu nove lugares, posicionando-se no oitavo posto da classificação. Amanhã é um dia importante para as contas finais, com a última oportunidade para os homens da geral corrigirem os tempos, com chegada ao alto da “Green Mountain”, a Jabal Al Akhdhar, subida icónica da competição.

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