A jornada do Giro foi espectacular praticamente desde o início até ao fim, num dia cheio de contornos tácticos. A luta por entrar na fuga começou logo ao tiro de partida, mas só se iria destacar um grupo mais concreto no final do Passo Godi, com movimentos interessantes na geral. Damiano Caruso, Fausto Masnada e Daniel Martinez estavam na frente da corrida e isso fez soar os alarmes no pelotão, com reacção rápida da BikeExchange, de Simon Yates, que perseguia o grupo da frente a cerca de 30 segundos.




A corrida estava lançada e na descida houve a aparatosa queda de Matej Mohoric. O esloveno foi forçado a abandonar a prova e foi transportado para o hospital. Felizmente os primeiros relatos apontam para que não haja lesões de maior, foi seguido o protocolo de uma concussão. Este acidente retirou uma das forças motores do grupo da frente (com cerca de 20 unidades) e a formação australiana conseguiu fechar o espaço.

Foi apenas a cerca de 90 kms da meta que se formou o principal movimento do dia, um grupo de muita qualidade com Geoffrey Bouchard, Tony Gallopin, Luis Leon Sanchez, Giovanni Visconti, Filippo Zana, Matteo Fabbro, Nicolas Edet, Simon Carr, Ruben Guerreiro, George Bennett, Koen Bouwman, Einer Rubio, Tanel Kangert, Michael Storer, Bauke Mollema e Diego Ulissi, em que Kangert e Ruben Guerreiro eram os que estavam mais bem posicionados na classificação geral.

A corrida também contou com mais desfalques na Lotto-Soudal, Tomasz Marcyinski e Jasper de Buyst foram para casa mais cedo. Foi a Groupama-FDJ que assumiu o controlo do pelotão, permitindo uma vantagem de 3 minutos, até que a Ineos-Grenadiers pegou na corrida a 30 kms da meta. Sendo informados desta aceleração também na frente começaram a surgir ataques.




Dessas ofensivas terminaram a subida na frente Simon Carr e Geoffrey Bouchard, lançando-se em sua perseguição na descida Bauke Mollema, Michael Storer e Koen Bouwman. Bouchard deixou Carr para trás à entrada dos 10 kms finais e entrou nos últimos 5 kms com 20 segundos sobre o grupo perseguidor e 1:50 para o pelotão, onde várias equipas iam passando pela frente.

A Ineos-Grenadiers voltou a acelerar o ritmo, colocou Attila Valter em grandes dificuldades e baixou substancialmente a diferença para a frente. Bouwman saltou do grupo perseguidor e alcançou Bouchard na entrada do último quilómetro, com o grupo principal mesmo a morder os calcanhares. O trabalho da formação britânica culminou num ataque fulminante de Egan Bernal, com o colombiano a passar que nem uma bala por Bouwman e Bouchard.

Ciccone ainda tentou ir na roda de Bernal, mas Bernal estava mesmo imparável e avançou decidido para a vitória na etapa e para a camisola rosa, cruzando o risco de meta com 7 segundos sobre Ciccone e Vlasov e 10 segundos sobre Remco Evenepoel. Na classificação geral Bernal tem agora 15 segundos sobre Remco Evenepoel, o seu rival mais próximo.




João Almeida fechou o top 10, chegando no grupo a 12 segundos de Bernal, Ruben Guerreiro terminou em 32º a 1:13 do vencedor. João Almeida subiu a 23º na geral e Ruben Guerreiro a 25º.

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