A Le Samyn não desiludiu, tal como em anos anteriores. Após cerca de 60 kms de feroz luta o pelotão lá deixou uma fuga ir, composta por Jan Willem van Schip, Enzo Leijnse, Thimo Willems e Joey Rosskopf. Nunca tiveram grande vantagem e a cerca de 60 kms da meta a corrida começou a explodir.




Destacou-se um grupo grande 20 de unidades com Mark Cavendish, Victor Campenaerts, entre muitos outros, que alcançou a fuga do dia. Este grupo conseguiu uma vantagem de quase 1 minuto e foi nessa altura que Mathieu van der Poel decidiu que chegava e rebentou completamente com o pelotão. Foi-se chegando à frente aos poucos, os ataques foram-se sucedendo e a corrida entrou nos últimos 30 kms com um grupo de 40/50 unidades todo compacto.

À entrada da última volta voltou a atacar Victor Campenaerts e o belga deve estar a rogar uma praga a Quick-Step, que anulou esta tentativa e que também anulou outro ataque de Campenaerts na companhia de Dries de Bondt. Sep Vanmarcke furou, à boa maneira das clássicas belgas, e reentrou já dentro dos 10 kms finais, quando atacou Lukasz Wisniowski.




O polaco ainda conseguiu algum avanço, voltou a ser a Quick-Step a perseguir e a forçar a barra no último sector de empedrado, através de Florian Senechal. O francês teve a marcação directa de Mathieu van der Poel e a companhia de mais 4 ciclistas. Não houve organização neste grupo, a Uno-X fechou o espaço e acabou por ser Mathieu van der Poel a lançar o sprint dos seus colegas, que não estavam bem colocados.

O trabalho da Uno-X foi perfeito e quando Rasmus Tiller arrancou parecia que era para a vitória, tal foi o espaço que conseguiu. Só que nos últimos 100 metros valeu a capacidade física de Tim Merlier, a dar o triunfo à Alpecin-Fenix, diante de Tiller e do italiano Andrea Pasqualon. A desilusão do dia acaba por ser a Quick-Step, que tanto trabalhou para não colocar ninguém no top 10.

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