Dia para a primeira grande etapa no Tour Down Under, para muitos, a etapa rainha deste ano, devido à dificuldade da subida final de Paracombe. Desde cedo, uma fuga animou a etapa, com 3 elementos a saírem do pelotão, sendo eles Geoffrey Bouchard, Guillaume Boivin e Miles Scotson. Mitchelton-Scott e Trek-Segafredo mantiveram a escapada sempre controlada, nunca dando mais que 4 minutos.




A combatividade na frente foi muita e, à vez, foram-se atacando, com Miles Scotson a ser o último resistente, tendo sido absorvido pelo pelotão já dentro dos 10 quilómetros finais. A partir daí, a luta foi outra, com as equipas dos favoritos à vitória final a chegarem-se à frente e a abrirem caminho para a subida final.
Mal se iniciou a subida de Torrens Hill Road, e tal como aconteceu em 2017, Richie Porte atacou. Faltavam 1700 metros mas o australiano estava determinado em levar de vencida a tirada e conseguir recuperar a desvantagem que tinha para Daryl Impey. A um ritmo impressionante, e mesmo com vento de frente, o corredor da Trek-Segafredo escalou para a vitória, terminando com 5 segundos de vantagem para o grupo perseguidor, onde Robert Power e Simon Yates, que tentou um ataque já dentro dos 300 metros finais, conseguiram somar importantes bonificações. Nesse grupo chegaram, também, Rohan Dennis, Diego Ulissi, Daryl Impey, Dylan van Baarle, SImon Geschke e George Bennett.




A luta pela classificação geral está ao rubro e, com este triunfo, Richie Porte é o novo líder da competição, com 6 segundos de vantagem para o bi-campeão Daryl Impey e 9 para Robert Power. O triunfo final já não pode ser discutido por muitos, com o top-10 a já estar separado por 23 segundos, sendo que as últimas diferenças devem ser feitas no domingo, na mítica Willunga Hill. O português João Almeida foi 39ª na etapa a 34 segundos, tendo subido a 82ª na geral.

O momento do ataque demolidor de Richie Porte

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