Huy - Belgium - wielrennen - cycling - cyclisme - radsport - Michael Matthews (Australia / Team Sunweb) pictured during the 83rd UCI World Tour La Fleche Wallonne - cycling race with start in Ans and finish at the Mur de Huy on April 24, 2019 in Huy, Belgium, 24/04/2019 - photo Davy Rietbergen/Cor Vos © 2019

Os últimos dias têm trazido algumas novidades do que toca ao planeamento das equipas para as Grandes Voltas. Ontem foi a vez da Sunweb revelar o alinhamento para Giro e Tour e uma pré-selecção para a Vuelta, da qual vai sair o 8 escolhido.




Para a Volta a Itália, a formação alemã aposta na montanha e na classificação geral, levando Wilco Kelderman e Sam Oomen (fala-se que ambos podem estar de saída). Terão o apoio de Chris Hamilton e Jai Hindley, 2 talentosos australianos, mas a grande surpresa é a inclusão de Michael Matthews. Matthews terá certamente algumas jornadas debaixo de olho e conta com Nico Denz, Casper Pedersen e Martijn Tusveld para o levar bem posicionado.

Já para o Tour, a Sunweb claramente optou pela juventude e irreverência. Olhando para o percurso da Volta a França deverão existir várias tiradas em que a fuga tem sérias hipóteses de vingar e será precisamente por causa disso que a equipa leva Tiesj Benoot, Marc Hirschi, Nicholas Roche e o próprio Soren Kragh Andersen, que já ganhou em grandes competições. Depois haverá direito a um pequeno comboio para o talentoso e poderoso Cees Bol, com Jasha Sutterlin, Nikias Arndt e o surpreendente Joris Nieuwenhuis.

Rapidamente alguns adeptos de modalidade colocaram Tiesj Benoot como líder da equipa, mas o belga já veio desmentir tal coisa, ele que melhorou imenso na montanha, mas está longe de ser um ciclista para 3 semanas. “Ninguém na equipa vai com o pensamento na geral. O objectivo são vitórias em etapa com vários corredores. O Cees Bol vai para as etapas planas, e depois temos muitos ciclistas capazes de entrar em fugas nas etapas de montanha, e eu sou um deles.”




Quem não ficou muito contente com esta situação foi Michael Matthews, que vai ao Tour de forma recorrente e até ganhou a camisola verde em 2017. À partida para 2020 o australiano focar-se-ia nas clássicas e no Tour, mas afinal, e depois da paragem pela pandemia, vai ao Giro. Matthews diz que o staff da equipa ainda não falou com ele por causa desta mudança de planos e que mesmo assim está motivado para fazer um calendário essencialmente italiano. No entanto, este pode ser um sinal muito importante, tal como foi o Tour 2019, que a Sunweb já coloca Cees Bol à frente de Michael Matthews na hierarquia interna.

Matthews não estará de saída da equipa, pelo menos este ano visto que tem contrato até ao final de 2021, mas a situação poderá descambar se continuar assim. Outro ciclista que também manifestou o seu desagrado sobre falhar o Tour foi Sam Oomen. Circula o rumor que o jovem talento holandês estará a caminho da Jumbo-Visma para dar outro rumo à sua carreira e vai ter no Giro uma oportunidade de mostrar que as lesões que tanto o têm afectado já estão ultrapassadas.




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