Desde que ingressou na UAE Team Emirates, no ano de 2018, Fabio Aru ainda não conseguiu mostrar o porquê de ter sido contratado pela formação árabe para ser uma das principais figuras da equipa. Lesões constantes, com uma cirurgia pelo meio, fizeram com que os últimos dois anos da carreira do italiano tenham sido para esquecer.



O 14º lugar no último Tour de France mostrou um Fabio Aru capaz de estar mais à frente nas montanhas e aguentar até mais tarde com os melhores. O corredor da UAE Team Emirates nunca desistiu de voltar à ribalta e, agora, com os problemas ultrapassados “estarei pronto para mostrar o que valho”.

À conversa com a Sky Sports, o ciclista de 29 anos disse que “nas últimas duas temporadas lutou muito, principalmente fisicamente, tentando superar muitos problemas. Agora estou bem, a minha perna esquerda está a “funcionar” corretamente. Demorou muito tempo até voltar a ter as sensações certas.”

Sem puder treinar fora de casa, Fabio Aru tem utilizado os simuladores virtuais para se manter ativo, o que considera “um grande incentivo”. Revelou que no último mês tem corrido com Diego Ulissi, Vincenzo Nibali e Alberto Bettiol e admite que “há competição mesmo fora do ciclismo real. Ontem o Nibali ganhou e eu fiz 2º. Respeito-0 imenso.”



Este é um ano particularmente complicado para o transalpino pois é o ano em que termina contrato com a sua atual equipa e precisa de mostrar na estrada que ainda é capaz de obter bons resultados. Mesmo assim, não tem um grande objetivo para a “nova” temporada, preferindo concentrar-se em “voltar a competir com os melhores, dar emoções aos meus fãs e, talvez, regressar às vitórias.”

Com tanta incerteza, o vencedor da Vuelta a Espanha de 2015 ainda não sabe que calendário vai fazer, ele que tinha o Tour de France e os Jogos Olímpicos apontados como as principais provas. Com o Tour a coincidir com outras provas importantes em Itália e os Jogos Olímpicos adiados para 2021, Aru ainda não se decidiu. “Será difícil fazer duas grandes voltas, talvez o Tour e o Vuelta, porque ainda há tempo entre eles. Mas se você for ao Tour, pode esquecer o Giro.”



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