Após dois dias muito monótonos, a animação regressou à Volta a França. Numa tirada em que se pensava que apenas os derradeiros 50 quilómetros serão animados, devido ao vento, a Bora-Hansgrohe encarregou de dinamitar a corrida desde o início. Benoit Cosnefroy e Michael Schar ainda saltaram para a frente, o francês passou a contagem de montanha em primeiro mas esta fuga durou pouco.



A equipa alemã aproveitou a dureza do percurso para deixar os sprinters em dificuldades. Giacomo Nizzolo, Cees Bol, Alexander Kristoff e Caleb Ewan eram dos primeiros a ceder, com Sam Bennett a fazê-lo um pouco mais tarde. A formação de Peter Sagan insistia e a vantagem aumentava para os grupos atrasados. O grupo de Sam Bennett chegou a estar muito perto de regressar à frente mas, em nova subida, voltou a descolar, nunca mais conseguindo ficar perto da frente. Estavam, inevitavelmente, fora da luta pela etapa.

No sprint intermédio, Matteo Trentin batia Peter Sagan, com o eslovaco a ser o novo líder virtual da classificação por pontos. A Bora-Hansgrohe continuou o seu trabalho, recebendo, durante algum tempo, a ajuda da B&B Hotels-Vital Concept. Thomas de Gendt quis animar a etapa, atacando a 95 quilómetros da chegada.



O combativo belga nunca teve mais de 50 segundos de vantagem mas a 40 quilómetros do fim, INEOS Grenadiers começava a chegar-se à frente, devido à possibilidade de vento, anulando, logo, a escapada do corredor da Lotto Soudal. Esta aceleração da equipa britânica partiu, por completo, o pelotão, com Tadej Pogacar, Mikel Landa, Richie Porte e Bauke Mollema a serem os nomes mais importantes a ficarem para trás. Já com os cortes feitos, foi Richard Carapaz a ficar para trás, este devido a um furo.

Astana, Jumbo-Visma e Groupama-FDJ trabalharam muito nos quilómetros que se seguiram, com a etapa a decidir-se ao sprint. A NTT Pro Cycling preparou o sprint na frente, para Edvald Boasson Hagen no entanto, na roda do norueguês vinha o inevitável Wout van Aert que, com uma mudança extra, vencia a etapa com muita facilidade.



Bis do talentoso belga à frente de Hagen e Bryan Coquard. Apesar de todo o trabalho da Bora-Hansgrohe, Peter Sagan foi apenas 13º. O grupo de Tadej Pogacar chegou a 1:21. Antes do fim-de-semana de montanha nos Pirinéus, Adam Yates segue de amarelo.

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