Etapa rainha e dia final da Volta ao País Basco, com apenas 136 quilómetros mas com 7 contagens de montanha e a já tradicional chegada ao Santuário de Arrate. Com muito ainda em disputa, a luta pela presença na fuga foi intensa até que Davide Formolo, Cristian Rodriguez, Tony Gallopin, Nelson Oliveira e Xabier Azparren conseguiram formar a fuga do dia. Ainda existiu um grupo intermédio com nomes como Lennard Kamna e Kenny Elissonde mas nunca se conseguiram aproximar da frente.



Também na frente a dureza fez a sua seleção, com Rodriguez e Azparren a cederem ainda cedo, deixando apenas três na liderança da corrida, ainda com mais de 75 quilómetros para percorrem. No pelotão, INEOS Grenadiers e Quick-Step iam dividindo as despesas na perseguição, com a formação britânica a assumir uma perseguição mais séria na subida de Krabelin, a 45 quilómetros do fim.

A subida fez estragos em toda a corrida, primeiro com Formolo a ficar sozinho na frente e depois com Primoz Roglic a atacar no pelotão e a levar consigo Enric Mas, Daniel Martinez e Aleksandr Vlasov. A ritmo, praticamente todos os favoritos, incluindo Remco Evenepoel, conseguiram reentrar no grupo que se tinha destacado. Pouco antes do topo da subida, Mas atacava e a corrida voltava a partir-se, com Vingegaard, Izagirre, Vlasov, Soler e Martinez a estarem com o espanhol da Movistar.



Na descida que se seguiu muito se passou, com Oliveira a ser apanhado pelo grupo e, pouco depois, a cair com o seu companheiro Mas; Bilbao a arriscar muito na descida, chegando à frente e partindo o grupo, trazendo consigo apenas Vingegaard, Izagirre e Vlasov; e Formolo a ser apanhado por este grupo. Se mais reviravoltas não faltassem, Evenepoel, Martinez, Soler e Mader chegaram à frente após nova subida.

Até ao começo da subida final, Formolo voltou a atacar, iniciando a mesma com cerca de 40 segundos de avanço para o grupo do líder que se marcava muito. Izagirre foi o primeiro a mexer e foi suficiente para fazer ceder Evenepoel. Seguiu-se o ataque de Vingegaard que partiu ainda mais o grupo que, pouco depois apanhava Formolo. A ultrapassagem ao italiano foi feita depois de um ataque de Vlasov, onde Izagirre caiu após toque com Vingegaard.



Com tanta reviravolta, no topo da subida, a 2300 metros do fim, estavam na frente Martinez, Vingegaard, Vlasov, Soler e Izagirre (que entretanto tinha recuperado posição no grupo após a queda). Muito rapidamente se chegou ao final e, aí, conhecedor das estradas, Izagirre soube quando se colocar na frente, a menos de 200 metros do fim, aguentando a pressão final de Vlasov para vencer em Arrate. Soler foi 3º e Martinez 4º, posição mais que suficiente para se sagrar vencedor da Volta ao País Basco uma vez que Evenepoel foi 7º a 24 segundos. O pódio da geral, para além de Martinez ficou completo com Izagirre e Vlasov.

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