Dia de calor no País Basco para mais uma prova de ciclismo nesta região com os adeptos que muito adoram esta modalidade. A fuga formou-se relativamente cedo com Felix Grosschartner, Josef Cerny, Grega Bole, Markel Irizar, Koen Bouwman, Angel Madrazo, Cyril Lemoine e Fernando Barceló. Apesar de numerosa, a escapada nunca ganhou larga vantagem para o pelotão onde a Movistar assumiu as despesas de perseguição.



A 145 quilómetros da chegada, Julian Alaphilippe decidiu terminar a sua corrida, talvez ainda não tendo recuperado do esforço monumental que fez no Tour. A dureza do percurso foi, também, eliminando outros favoritos, como são os casos de Egan Bernal, Adam Yates e Mikel Landa que em Erlaitz, a 75 quilómetros do fim, ficavam para trás. Na frente, Barceló foi o último resistente, alcançado perto da primeira passagem pela meta, quando faltavam 50 quilómetros.

Várias equipas, como a CCC e a Deceuninck-QuickStep, surgiram na frente na fase de plano que antecedeu a subida de Mendizorrotz onde não se fizeram diferenças, apenas foi palco para desgastar os favoritos e deixar mais alguns corredores para trás. Ficava a faltar apenas Murgil-Tontorra e, entre estas duas subidas, Remco Evenepoel e Toms Skuijns atacaram, entrando na derradeira ascensão com 45 segundos.



O duo da frente entendia-se bem e o pelotão, onde Movistar e Astana trabalhavam, começava a vê-los cada vez mais longe. Vendo este perigo, Alejandro Valverde lançou-se ao ataque a 8700 metros da chegada, fazendo um primeiro teste. Seguiu-se Patrick Konrad e Hugh Carthy mas sem consequências sérias, ficando, ainda, um grupo com algumas unidades na perseguição à frente, onde Evenepoel seguia a um ritmo impressionante, deixando Skuijns a pé, fazendo os derradeiros 700 metros da subida sozinho, passando no topo com 40 segundos de vantagem.

Os derradeiros 8 quilómetros foram feitos a alta velocidade com Evenepoel a não perder a sua vantagem, entrando na linha de meta com tempo para tudo. Incrédulo, a jovem pérola belga nem queria acreditar que tinha ganho a Clasica San Sebastian com um ataque a mais de 20 quilómetros da meta. A 38 segundos, chegou o grupo perseguidor com Greg van Avermaet a ganhar o sprint, para ser 2º, à frente de Marc Hirschi.





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