Penúltima oportunidade para os sprinters nesta Volta a Espanha 2022 e logo após o último dia de descanso, com as pernas mais bem frescas e com alguma energia. Havia essa consciência no pelotão e apenas Luis Angel Mate e Ander Okamika tentaram inverter esse previsível desfecho, sendo que tanto Trek-Segafredo como Cofidis desde cedo assumiram as rédeas do pelotão e mostraram ao que vinham nesta 16ª etapa.
A vantagem do duo espanhol nunca cresceu muito e foram apanhados logo a seguir ao sprint intermédio do dia, onde Mads Pedersen reforçou ainda mais a sua liderança na classificação por pontos. O pelotão entrou compacto nos 15 kms finais, onde Ibai Azurmendi ainda fez uma fugaz tentativa de escapar ao grupo principal.
Um dos candidatos, Kaden Groves, ficou de fora da luta por causa de um furo já dentro dos últimos quilómetros, numa altura em que havia a sensação que o posicionamento era crucial. Havia uma mistura de ciclistas da geral e sprinters na frente do pelotão, tudo sem grandes comboios. Na última colina antes da meta Primoz Roglic tentou surpreender num final muito ao seu jeito e o esloveno ganhou alguns metros, com Pascal Ackermann na sua roda, enquanto isto Remco Evenepoel furava, já dentro dos 3 kms finais.
Roglic continuava a forçar, com Ackermann, Pedersen, Wright e Poppel na sua roda, fazendo toda a aproximação até à reta da meta na frente. Pedersen lançou o sprint da roda de Roglic e, facilmente, conquistou a segunda vitória nesta Vuelta à frente de Ackermann e Poppel. Depois de tanto esforço, o azar bateu à porta de Roglic, com o esloveno com o joelho na bicicleta de Wright e a cair de forma feita. O pelotão chegou a 8 segundos, liderado por Quentin Pacher. João Almeida segue em 7º.