Jornada muito aguardada do Giro, os ciclistas tinham de subir ao topo do mítico Monte Zoncolan, 13 kms de verdadeiro terror para as pernas. Um dia que se iniciou com um pelotão mais reduzido, Davide Dekker, Dylan Groenewegen e Jai Hindley nem partiram para esta jornada e Nicolas Edet caiu logo nos primeiros quilómetros e também foi mais cedo para casa.




Com tantas fugas a resultar vários ciclistas decidiram tentar a sua sorte, com muitos repetentes. Destacaram-se George Bennett, Nelson Oliveira, Lorenzo Fortunato, Bauke Mollema, Jacopo Mosca, Alessandro Covi, Vincenzo Albanese, Remy Rochas, Jan Tratnik, Andrii Ponomar e Edoardo Affini. A Ineos-Grenadiers não parecia disposta a perseguir esta escapada e a Astana decidiu tomar essa responsabilidade, colocando a fuga a cerca de 8 minutos.

A cerca de 50 kms da meta houve alguns quilómetros de pânico no pelotão, a Astana forçou o ritmo numa descida e o grupo principal ficou completamente aos pedaços, dos favoritos apenas Vlasov e Bernal estavam na frente, sendo que Remco Evenepoel estava inclusivamente num 3º grupo, o que obrigou Quick-Step a trabalho extra para o belga recolar, o que aconteceu 10 kms depois.

A fuga entrou no Zoncolan com cerca de 6 minutos de avanço, muito porque Albanese sacrificou-se para Fortunato, Affini para Bennett e Mosca para Mollema. Logo nas primeiras rampas Jan Tratnik saiu da fuga, para tentar fazer o Zoncolan ao seu ritmo, com Fortunato a lançar em sua perseguição. No pelotão a Ineos-Grenadiers acabou por assumir as rédeas do grupo, sem fazer uma grande selecção.




Fortunato juntou-se a Tratnik e a 5 kms da meta tinha 45 segundos para Covi, Nelson Oliveira, Mollema e Bennett, com o pelotão a 4:30. A corrida entrou na parte mais dura do Zoncolan, os 3 kms finais, onde Fortunato deixou Tratnik para trás e Covi saiu do grupo perseguidor. Entre os candidatos à geral foi Simon Yates a fazer a diferença, um forte ataque do britânico só teve resposta de Egan Bernal.

Fortunato aguentou a carga final de Tratnik e celebrou uma estupenda vitória, a maior da carreira e a maior da curta história da EOLO-Kometa, uma equipa que se estreia no Giro da melhor forma. Tratnik foi 2º e Covi 3º, enquanto nos últimos metros Egan Bernal distanciou Simon Yates e reforçou ainda mais a sua camisola rosa. Yates subiu a 2º da geral, mas a mais de 1:30 do colombiano da Ineos-Grenadiers.

Em relação aos ciclistas portugueses, Nelson Oliveira esteve em mais uma fuga que resultou e foi 8º, João Almeida foi 18º e Ruben Guerreiro acabou em 21º, sendo que os 3 estão agora melhor na classificação geral. João Almeida subiu a 14º e Ruben Guerreiro a 15º, com Nelson Oliveira a manter o 27º posto.

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