Dia final da Vuelta a Andaluzia, ainda com todo por decidir e com uma chegada em alto a marcar o final da etapa. Sendo a derradeira etapa, todos os ciclistas queriam deixar tudo na estrada e a luta pela presença na fuga foi intensa, com muita gente a querer estar na frente.
Um grupo de 20 ciclistas, incluindo Simon Clarke, Jhonatan Narvaez, Benoit Cosnefroy, Lennard Kamna e Diego Rosa marcou a primeira parte da etapa, a Quick-Step tinha outras intensões e, ainda longe da chegada, a praticamente 75 quilómetros do fim, a fuga chegava ao seu término.
Fuga alcançada e fuga lançada. Numa subida não categorizada voltou a destacar-se um grupo numeroso, este com nomes ainda mais importantes, como Emanuel Buchmann, Nelson Oliveira, Alessandro Covi, Matteo Trentin e Lorenzo Fortunato. Com 11 equipas representadas na frente, e sem ninguém a perigar a geral, o pelotão deixou a fuga ganhar uma vantagem que lhe permitisse discutir o triunfo, entrando com 3 minutos nos derradeiros 15 quilómetros.
O grupo da frente colaborou muito bem até à subida final, onde começaram os naturais ataques. Depois de tentativas de Serrano e Oliveira, foi Kamna a conseguir quebrar a resistência do grupo a 3400 metros do fim. Cov ainda tentou responder ao alemão mas nunca conseguiu colar na roda do alemão que, aos poucos, foi abrindo espaço. Kamna foi aguentando a perseguição e, no alto de Chiclana de Segura, festejava a primeira vitória do ano. Fortunato foi 2º e Covi fechou o pódio. Nelson Oliveira foi 10º.
Entre os favoritos, Miguel Angel Lopez atacou uma primeira vez antes dos mil metros finais, com Wout Poels a responder prontamente. Foi só nas duras rampas do quilómetro final é que se fizeram pequenas diferenças, com Simon Yates e Wout Poels a serem os melhores dos favoritos. Com isto, Poels sagrou-se vencedor da Vuelta a Andaluzia, sendo acompanhado no pódio por Cristian Rodriguez e Miguel Angel Lopez.