A primeira etapa em linha do Tirreno-Adriático 2024 trazia, praticamente, 200 quilómetros para as pernas dos ciclistas. Longa maratona, quase sem dificuldades, perfeito para os corredores ganharem ritmo para os objetivos que aí vêm. As equipas convidadas queriam mostrar-se na fuga e conseguiram com 3 ProTeams a estarem na frente. Lorenzo Quartucci, Jan Stockli, Filippo Magli e Davide Bais foram os quatro fugitivos do dia, um quarteto que esteve sempre debaixo de olho do pelotão liderado por Alpecin-Deceuninck e Soudal-QuickStep.

Davide Bais passou na frente a contagem de montanha do dia, assegurou a subida ao pódio, e Jan Stockli foi o mais forte no sprint intermédio. O helvético da Team Corratec – Vini Fantini continuou a sua aventura em solitário após este ponto importante da etapa, ainda andou alguns quilómetros sozinho mas, a 36 quilómetros do fim já não havia fuga. Pelotão compacto ainda antes da primeira passagem pela meta em Follonica. Com o aproximar do final, os comboios foram-se posicionando na frente da corrida e o aumentar da tensão também se fez notar. Uma inevitável queda acontecia a 4,7 quilómetros do fim, com Chris Froome a ser o principal emvolvido.



Praticamente todo o pelotão passou incólume, a preparação do sprint fez-se a toda a velocidade. Sem nenhum comboio a conseguir dominar, foi o timing a ser essencial numa final bastante técnico. A curva a 350 metros do fim foi muito decisiva, Tim Merlier conseguiu aparecer bem na frente e, a cerca de 300 metros do fim lançou o seu sprint. O seu esforço fez-se demasiado longo uma vez que na sua roda vinha Jasper Philipsen que, com relativa facilidade, passou pelo seu compatriota para conquistar a primeira vitória do ano. Merlier deixou de pedalar a uma certa altura, voltou a fazê-lo e ainda conseguiu ser 2º só para se ver a diferença que teve o seu arranque de longe. Axel Zingle completou o pódio da etapa, depois de Biniam Girmay ter sido relegado . Juan Ayuso teve um dia sem percalços e segue na liderança.

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