A quarta etapa da Volta a Turquia voltava a apresentar um traçado menos exigente. O final em Marmaris já é bastante conhecido pelo pelotão e a subida colocada a 10 quilómetros do fim nunca fez diferenças na classificação geral. Era, apenas, uma questão de saber quais os sprinters capazes de aguentar o ritmo mais alto imposto na derradeira contagem de montanha do dia. Início muito atacado, com o pelotão a chegar a estar partido em dois grandes grupos, uma situação que viria a durar cerca de 20 quilómetros.

Com o pelotão novamente unido, Nico Denz partiu para uma missão solitária. O gigante alemão da BORA-hansgrohe decidu testar o pelotão e foi apanhado a apenas 13 quilómetros do fim, no sopé da derradeira subida. Alpecin-Deceuninck voltou a ser a equipa que mais trabalhou na frente do pelotão, com a Green Project-Bardiani e Astana na ajuda. Os ataques na subida eram inevitáveis e o primeiro a mexer foi, tal como ontem, Alexis Guerin. O francês não foi longe e só espevitou os favoritos, com Ben Zwiehoff a tentar a sua sorte. O alemão chegou a estar adiantado mas na rápida descida que se seguiu, o pelotão voltou a reagrupar.



Tudo para decidir, mais uma vez ao sprint, com os principais homens rápidos presentes mas sem uma grande organização, já que os comboios eram inexistentes. Foi a EOLO-Kometa a lançar o sprint da frente, com Giovanni Lonardi a ser o primeiro a colocar-se de cara ao vento. O italiano estava forte, só que de muito longe, e aproveitando o espaço que Cees Bol foi abrindo, Jasper Philipsen passou por tudo que nem uma flecha para celebrar o triunfo, o 3º na competição. Timothy Dupont vinha no seu encalce e foi 2º, à frente de Lonardi.

18ª vitória da temporada para Jasper Philipsen que, desta forma, completa a missão de ultrapassar Tadej Pogacar na lista de ciclistas mais ganhadores da temporada. Alexey Lutsenko chegou integrado no pelotão e mantém a liderança da Volta a Turquia.

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