No dia de ontem o “CyclingNews” publicou um artigo bastante preocupante a envolver da Nippo Delko One Provence, equipa onde militam José Azevedo como director-desportivo e José Gonçalves como ciclista.
Chegaram várias queixas à UCI sobre salários não pagos referentes aos últimos meses de 2020 e a União Ciclista Internacional confirmou ao “Cyclingnews” que abriu um processo relativamente à garantia bancária da equipa. Alguns ciclistas da equipa confirmaram isso mesmo ao site britânico, apesar de Philippe Lannes, responsável máximo da equipa negar qualquer tipo de problemas.
“Os salários de todos os ciclistas e staff foram pagos de acordo com os contratos em vigor. Apesar no período de confinamento em Março e Abril fizemos alguns ajustes aos maiores salários de acordo com a lei.” No entanto, chegaram mesmo à UCI queixas de Atsushi Oka e de José Gonçalves relativamente à sua remuneração e à forma como estão a ser tratados internamente.
O “Cyclingnews” falou com José Gonçalves e o português referiu que os problemas começaram quando Lannes ocupou o cargo até aí de Frederic Rostaing, em Abril. “Para ele eu recebo demais e o objectivo era colocar-me fora da equipa, só corri 22 dias este ano e após 12 dias de competição ele já tinha dito que o objectivo era colocar-me fora da equipa para 2021.” José Gonçalves enviou em Outubro uma queixa à Associação de Ciclistas Profissionais uma troca de mensagens entre Lannes e o seu agente, onde Lannes dizia que iria destruir a carreira do ciclista português.
O responsável máximo da Nippo Delko One Provence quer José Gonçalves fora da equipa, só que o ciclista português tem contrato válido até 31 de Dezembro de 2021. “Ele acusou-se de ser um mau ciclista, de estar fora de fora e de não ser um bom exemplo para os mais jovens. Isto tudo após apenas 12 dias de competição, sempre fui profissional em corridas e nos treinos.”, mencionou José Gonçalves ao “Cyclingnews”.
Toda esta polémica explica também a ausência de José Gonçalves do alinhamento da Nippo Delko One Provence na Volta a Portugal, faria todo o sentido vir correr ao seu país, no entanto alinhou no Tour Poitou-Charentes de 27 a 30 de Agosto e depois não correu mais, não tendo nenhuma lesão a registar.
Contextualizando, Lannes parece completamente de cabeça perdida após perder um dos patrocinadores principais, a Nippo, para a EF Pro Cycling. Atsushi Oka foi ameaçado que se continuasse na equipa apenas faria 4 corridas em 2021 e que a equipa não o apoiaria em alojamentos ou deslocações, sendo mesmo expulso do último estágio da formação francesa. Como a Nippo é um patrocinador japonês, Lannes está a mostrar bastante rancor face aos corredores deste país.
As acções pouco éticas de Philippe Lannes não se ficarão por aqui, de acordo com Robbie Hunter, agente de Dusan Rajovic, o francês tentou convencer o ciclista sérvio a romper a sua ligação com o agente sul-africano em troca de um contrato melhor para 2021, e Hunter fez queixa à UCI.