A última oportunidade para os sprinters no Paris-Nice deste ano começou com o abandono de Jonas Vingegaard. O dinamarquês já não esteve à partida em Saint-Julien-en-Saint-Alban de maneira a recuperar da queda sofrida durante a etapa 5. Remi Cavagna, Thomas Gachignard e Jakub Otruba formaram a pequena fuga do dia, o que foram excelentes notícias para o trabalho da Soudal QuickStep. Parecia ser uma etapa tranquila, a 88 quilómetros do fim, apenas restava Cavagna na frente, só que a Visma|Lease a Bike estava com outras ideias.
A 60 quilómetros da chegada, a equipa neerlandesa começava a acelerar, o vento fazia-se sentir e o pelotão fracionava-se em vários grupos. Em poucos quilómetros, Cavagna era apanhado pelo grupo do camisola amarela Matteo Jorgenson, onde estavam nomes como Mattias Skjelmose, Florian Lipowitz e Thymen Arensman, para a geral, e Mads Pedersen e Axel Zingle, numa perspetiva da etapa. Quem tinha falhado o corte era João Almeida, o que obrigava a UAE Team Emirates a trabalhar no segundo pelotão.
6 Visma e 6 INEOS na frente tornaram tudo muito mais fácil para o grupo da frente que, até ao final, conseguiu aumentar, e muito, a vantagem para o segundo pelotão. Sem ataques, tudo se decidiu ao sprint, onde, com naturalidade, mas não com facilidade, Mads Pedersen conquistou o triunfo que tanto procurava. O dinamarquê superou Joshua Tarling e Axel Zingle. O grupo de João Almeida chegou a 1:52 e, ainda mais atrasado, a 9 minutos, o grupo de Lenny Martinez.
Na geral, Matteo Jorgenson reforçou a sua liderança, fruto de bonificações conseguidas ao longo do dia, tendo 40 segundos de vantagem para Lipowitz e 59 para Skjelmose. João Almeida caiu a 5º, a 2:40 do norte-americano.