Regresso do Tour à estrada após o segundo dia de descanso e com um pelotão mais reduzido. Ben O’Connor e Alexis Vuillermoz foram para casa mais cedo devido a problemas de saúde, Luke Durbridge e George Bennett testaram positivo à Covid-19 e foram forçados a abandonar, com a UAE Team Emirates a ficar reduzida a 6 elementos. Havia a sensação de que esta jornada seria propícia para uma fuga grande, pela orografia e pelo posicionamento antes de etapas de alta montanha e essa sensação estendeu-se ao pelotão, que lutou durante cerca de 50 kms para entrar na escapada, com a Ineos-Grenadiers a tentar surpreender a concorrência ao incluir Thomas Pidcock.
Tal não foi autorizado e quando a poeira finalmente assentou saiu um grupo constituído por Christophe Laporte, Dylan van Baarle, Filippo Ganna, Lennard Kamna, Ion Izagirre, Benjamin Thomas, Matteo Jorgenson, Fred Wright, Luis Leon Sanchez, Alberto Bettiol, Magnus Cort, Mads Pedersen, Quinn Simmons, Kristian Sbaragli, Andreas Leknessund, Georg Zimmermann, Simone Velasco, Hugo Hofstetter, Connor Swift, Philippe Gilbert, Edvald Boasson Hagen, Simon Clarke, Jack Bauer, Pierre Rolland e Nick Schultz, um grupo onde Kamna era o único que estava a menos de 10 minutos da classificação geral.
O pelotão abrandou e concedeu cerca de 7 minutos à escapada, sempre com a UAE Team Emirates no comando do mesmo. Na fuga Rolland foi somando pontos para a montanha e Bettiol atacou a faltar cerca de 50 kms, o italiano seguia isolado quando a corrida teve de ser neutralizada a cerca de 35 kms da chegada devido a um grupo de protestantes na estrada. O italiano viria a entrar na subida final com 30 segundos sobre os perseguidores e 9:30 para o pelotão, com Kamna a passar pela camisola amarela provisoriamente.
Bettiol foi apanhado por van Baarle, Wright, Zimmermann, Velasco, Cort, Jorgenson e Thomas a cerca de 10 kms da meta mas voltou a conseguir sair logo de seguida, desta vez apenas acompanhado por Zimmermann, enquanto Kamna, Schultz, Sanchez, Simmons e Leknessund chegavam ao grupo perseguidor. O italiano e o alemão foram alcançados e na parte mais dura da subida arrancou Luis Leon Sanchez, que até aí tinha sido muito frio na resposta aos ataques.
Fred Wright foi marcando todas as movimentações e perturbando a perseguição e o seu colega espanhol entrou nos 3000 metros finais com 25 segundos de vantagem. Foi nessa altura que tentaram fazer a ponte Nick Schultz, Matteo Jorgenson e Dylan van Baarle, conseguindo chegar à frente por esta ordem cronológica. Tudo mudou no quilómetro final, primeiro Kamna e depois Thomas fizeram a perseguição e ficou tudo junto para um sprint final em subida com quase 1 dezena de ciclistas.
Foi Luis Leon Sanchez a lançar o sprint, claramente cedo demais, e parecia que Nick Schultz tinha tudo controlado na roda do experiente espanhol. Só que Magnus Cort resistiu de forma valente na subida toda e aplicou da melhor forma a sua poderosa explosividade nos últimos 100 metros da equipa para conquistar a jornada diante de Schultz e Sanchez. O pelotão chegou a quase 9 minutos, liderado por Tadej Pogacar, com o esloveno a manter a camisola amarela por escassos 11 segundos face a Lennard Kamna.