A Volta a Itália habituou-nos a grandes espectáculos ao longo das últimas temporadas e os fãs de modalidade esperam que esse padrão se mantenha esta temporada, com o aliciante de João Almeida ter na prova italiana um dos grandes objectivos do ano. De recordar que o ciclista português, natural das Caldas da Raínha, foi 4º em 2020 e 6º em 2021, ambicionando melhorar estas prestações. Em relação aos companheiros de equipa, estão confirmados Diego Ulissi e Davide Formolo, sendo que é também provável a presença de pelo menos um dos gémeos Oliveira e de Alessandro Covi.
O elenco do Giro tem ganho forma nos últimos dias, com as apresentações das equipas e as entrevistas dadas pelos ciclistas aos vários órgãos de comunicação social e hoje o Wielerflits aponta que Tom Dumoulin deverá regressar à Volta a Itália, corrida que ganhou em 2017 e só perdeu para um estratosférico Chris Froome em 2018. O ciclista da Jumbo-Visma fez uma pausa sabática na carreira, regressou na parte final de 2021 com uma medalha olímpica e poderá até liderar a formação holandesa aqui, já que Primoz Roglic se vai focar mais uma vez no Tour e, possivelmente, na Vuelta.
Da parte da Ineos-Grenadiers o líder será Richard Carapaz, que ao que tudo indica terá companhia de luxo. O equatoriano, vencedor em 2019, terá ao seu lado Tao Geoghehan Hart, vencedor da corrida em 2020, e também Richie Porte já revelou que pretende fechar um ciclo no Giro. Ao que tudo indica também Thomas Pidcock e Ethan Hayter poderão fazer as suas estreias em Grandes Voltas, formando um alinhamento bastante interessante.
A Astana vem com quase toda a carne no assador, enquanto Vincenzo Nibali vai ser grande pressão na perspectiva de ver o que ainda consegue fazer neste contexto, o grande líder será Miguel Angel Lopez, que vai tentar fazer a diferença nas montanhas, dado que desta vez tem pouco terreno onde se defender, o contra-relógio. Este duo vai ter ao seu lado David de la Cruz, um trepador bastante experiente em Grandes Voltas e que já fez top 10 na geral.
Giulio Ciccone tem contas para ajustar com a Volta a Itália, já que no ano passado foi forçado a abandonar quando estava a fazer uma corrida de excelência, contando desta vez com Bauke Mollema para o ajudar. As equipas francesas também vão apostar forte na competição, Guillaume Martin na Cofidis e Nairo Quintana na Arkea-Samsic querem intrometer-se no top 10. Thibaut Pinot procura um regresso triunfal, depois de uma época de 2021 para esquecer.
Não é surpresa a preferência de Simon Yates pelo Giro, e quer voltar a marcar presença depois de em 2018 ter andado vários dias de camisola rosa e ter sido 8º em 2019 e 3º em 2021. Sempre uma ameaça em subidas mais inclinadas, o britânico deve ter uma equipa focada somente nele. Mikel Landa foi a preferência da Bahrain-Victorious, não obstante o enorme Giro de Damiano Caruso em 2021 e a Quick-Step vai voltar a apostar na juventude, desta vez em Mauri Vansevenant e Fausto Masnada, que deve ser o ciclista para a classificação geral depois da temporada que fez em 2021.
Os dados estão lançados e ainda durante este mês deve haver mais confirmações, principalmente no campo dos sprinters.