Duas semanas depois a Taça do Mundo regressou! Penúltima prova do calendário, uma estreia, em Benidorm, com a organização a aproveitar a presença dos grandes nomes nesta região de Espanha para os habituais estágios de pré-temporada, o que levou à presença de todos os grandes nomes, principalmente o campeão do Mundo Tom Pidcock, Wout van Aert e Mathieu van der Poel.



Num percurso muito rápido, a ser percorrido num total de 9 vezes, as diferenças não eram fáceis de fazer e, quase sempre, existiu um grupo numeroso na frente. Pidcock, Van der Poel e Van Aert tentaram, a espaços, acelerar a deixar os rivais para trás mas a falta de dificuldades levava, novamente, à junção de grupos.

À entrada da 8ª volta, quando Van Aert e Van der Poel tinham uma pequena vantagem, Laurens Sweeck conseguiu recolar na frente, tal como aconteceu com Eli Iserbyt. Este quarteto entrou juntou na última volta mas aí os dois monstros voltaram à carga. Wout van Aert colocou sob pressão todos e apenas Mathieu van der Poel o conseguiu seguir.

O belga deu o tudo por tudo na parte mais técnica no entanto, o seu grande rival sabia que devido à rapidez do percurso tinha que passar para a frente, e, tomando alguns riscos, passou para a liderança da corrida. A uma velocidade supersónica, o duo batalhou pelo triunfo na pista de Benidorm e, sabendo que da frente tinha a corrida controlada Van der Poel fez uma parte final perfeita e, na muito curta reta da meta, conseguiu suster a pressão final de Van Aert para conquistar o triunfo. Iserbyt foi 3º a 9 segundos.



O 4º lugar de Laurens Sweeck soube a ouro ao belga da Crelan-Fristads já que os pontos conquistados, aliados à ausência de Michael Vanthourenhout devido a doença, tornam Sweeck no vencedor final da Taça do Mundo. Esta etapa da Taça do Mundo foi histórica para o ciclocrosse português já que, pela primeira vez, o nosso país teve um representante. Mário Costa foi o atleta presente, terminando em 32º a 5:03.

No lado feminino, a prova também merece ser vista e revista com Fem van Empel a ser a mais forte, consagrando-se vencedora final da Taça do Mundo. Puck Pieterse foi 2ª, a 3 segundos, e Shirin van Anrooij 3ª a 13. Também houve presença portuguesa com Joana Monteiro e Laura Simão.

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