As clássicas continuam por solo italiano e, após o Trofeo Laigueglia, foi tempo para o GP Industria & Artigianato, uma prova com alguma dureza na parte final e que deixava sempre imprevisibilidade quanto ao vencedor. A fuga do dia teve como protagonistas Guido Draghi, Lorenzo Balestra e o aniversariante do dia Maciej Bodnar. 4 minutos foi a vantagem máxima conseguida, com a Trek-Segafredo a pegar na corrida em direção ao circuito final, altura em que o trio de fugitivo foi, um a um, alcançado.
Os ataques sucederam-se, com nomes como Vincenzo Nibali, Alejandro Valverde, Matej Mohoric, Giulio Ciccone e Dries Devenyns a mexerem-se muito cedo, não guardando as energias que tinham para a volta final e para a derradeira ascensão a San Baronto. Aí surgiram as movimentações decisivas. Nairo Quintana foi o primeiro a atacar, com Mauri Vansevenant a ser o único a seguir na roda sendo que, até ao final da subida, Bauke Mollema e Mikel Landa conseguiram fazer a ponte.
A vantagem não era grande mas a colaboração no cada vez mais reduzido grupo perseguidor era pouca o que fazia com que o quarteto da frente passasse no topo da subida com cerca de 20 segundos de avanço à falta de 5 quilómetros. Muito rápido até ao final, Ide Schelling ainda conseguiu fazer a ponte para a frente já no derradeiro quilómetro.
O holandês da Bora-Hansgrohe passou direto, tentando a sua sorte, Mikel Landa fechou o espaço, gastava algumas energias e da sua roda saiam os mais rápidos Bauke Mollema e Mauri Vansevenant. O jovem belga mostrou ser o mais rápido e, com clara facilidade, estreava-se a vencer na sua ainda curta carreira. Mollema era 2º e Landa 3º. Nelson Oliveira, único português presente, foi 37º a 3:20.