Continuamos em França, mas desta vez com uma nova ProTeam, a Arkéa-Samsic. Numa temporada de fortes investimentos, numa primeira fase os resultados foram excelentes, mas a paragem devido à pandemia prejudicou a formação gaulesa, não só porque as suas grandes figuras não voltaram ao nível apresentado mas também devido ao cancelamento das provas caseiras.



 

Os dados

Vitórias: 12 triunfos, 1 deles conseguido no World Tour, no Paris-Nice, sendo que destacamos as duas vitórias conseguidas na Volta a Portugal

Pódios: 31 pódios, 17 deles conseguidos em território gaulês

Dias de competição: 130 dias, com quase a toda a competição na Europa

Idade média do plantel: 27,8 anos, um plantel com um misto de experiência (11 ciclistas com mais de 30 anos) e irreverência (9 com 25 anos ou menos)

Mais kms: o britânico Connor Swift com 8616 kms nas pernas

Melhor vitória: O triunfo de Nairo Quintana na etapa 7 do Paris-Nice, na dura chegada a La Colmiane, naquela que foi a última tirada antes da paragem da temporada

 

O mais

O início de 2020 mostrou o velho Nairo Quintana de regresso, vencendo Tour de la Provence e Tour des Alpes Maritimes com exibições monstruosas, ganhando uma etapa em cada. Chegou o Paris-Nice e foi 6º, vencendo a etapa rainha. Veio a paragem, Quintana foi atropelado e nunca mais voltou a este nível. Foi 3º no Tour de l’Ain mas fez Tour de France em queda livre.



Warren Barguil não é tão vistoso mas a sua regularidade impressiona: 7º na Route d’Occitanie, 9º no Dauphine, 14º no Tour e, no final de temporada, foi 4º na Fleche Wallone, 5º na Brabantse Pijl e Paris-Tours e 9º na Liege-Bastogne-Liege. Os sprinters da equipa não desiludiram. Nacer Bouhanni mostrou laivos da sua qualidade, somou 4 vitórias e 17 top-10. Dan McLay salvou-se na Volta a Portugal.

 

O menos

Os reforços que tiveram o dedo de Nairo Quintana, para o seu apoio no bloco de montanha desiludiram bastante. Diego Rosa ainda apareceu no início de ano mas depois eclipsou-se, algo que aconteceu durante toda a temporada para Winner Anacona e Dayer Quintana.

Nomes como Franck Bonnamour, Clement Russo, Benjamin Declercq, Romain Hardy e Anthony Delaplace sentiram falta das provas francesas, tanto provas por etapas como clássicas, não rendendo o que era desejado. O trepador Elie Gesbert lesionou-se logo a abrir, num ano que poderia ser de confirmação.



 

O mercado

Depois de um ano com um forte investimento, 2021 será pautado por poucas mexidas, com saídas e contratações cirúrgicas. Florian Vachon e Benoit Jarrier vão pendurar a bicicleta, Franck Bonnamour vai para a B&B Hotels e Romain Le Roux ainda não tem destino confirmado.

Chegam apenas 2 ciclistas. O mais conhecido é Amaury Capiot, um sprinter muito completo, que passa bem as pequenas dificuldades, andando também bem nas semi-clássicas belgas e francesas. Pensando no futuro, a equipa contratou o estónio de 20 anos Markus Pajur, mais um homem rápido, com bons resultados nas provas de escalões inferiores.

 

O que esperar de 2021?

Nairo Quintana vai continuar a ser a esperar da equipa gaulesa que espera uma temporada normal, onde o colombiano consiga voltar ao nível apresentado no começo deste ano. Se o conseguir é uma séria ameaça para as provas por etapas. Warren Barguil é sempre um sólido plano B, sendo que nas clássicas terá um papel de maior destaque. Também será importante Anacona, Rosa e Quintana rendam para formar um sólido bloco de montanha.



Acreditamos que Nacer Bouhanni continuará a exibir-se a um bom nível, conseguindo algumas vitórias pelo caminho, mas em provas não World Tour. Romain Hardy, Thomas Boudat, Benjamin Declercq e Kevin Ledanois tentarão mostrar-se no calendário francês. Elie Gesbert e Amuary Capiot poderão ser corredores em evidência se tiverem alguma liberdade para procurar os seus resultados.

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