Começamos o nosso habitual ranking das equipas com a melhor formação Continental do ano e desta vez o debate interno foi entre a Terengganu e a JCL Team Ukyo. Duas das equipas mais importantes do continente asiático, sendo que a a formação japonesa reforçou-se muito em 2024, fruto do investimento italiano e conseguiu colher os frutos, realizando a melhor temporada dos últimos anos. Alberto Volpi chegou da Bahrain-Victorious e Manuele Boaro, antigo ciclista, são dois dos diretores desportivos.

 

Os dados

Vitórias: 16 triunfos, 3 conseguidos no escalão Pro Series e a maioria conseguido no circuito asiático.

Pódios: 40 pódios, uma equipa bastante eficaz no que diz respeito aos resultados conseguidos.

Dias de competição da equipa: 69 dias de competição, um calendário não muito alongado uma vez que a competição na Ásia tem alguns hiatos temporais.

Idade média do plantel: 29,5 anos, um misto de experiência e juventude, numa média bastante influenciada pelos 41 anos de Nariyuki Masuda.

Mais kms: Thomas Pesenti percorreu praticamente 7500 kms de competição em 50 dias de competição.

Melhor vitória: a primeira vitória conseguida por Matteo Malucelli no Tour of Langkawi, uma categoria superior, o libertar da pressão que levou a mais 2 triunfos na competição malaia.




O mais

Claramente o núcleo italiano deu um upgrade enorme à equipa nipónica. Giovanni Carboni vinha relançar a carreira e não desperdiçou a oportunidade, o trepador venceu duas etapas e a geral da Volta ao Japão, uma etapa e foi 2º na Volta a Bulgária, e na Europa, 4º no Giro della Romagna, 6º no Trofeo Matteoti e 9º na Settimana Coppi e Bartali e Giro d’Abruzzo. Thomas Pesenti formou uma dupla muito perigosa com o compatriota, um ciclista mais explosivo, com uma excelente ponta final mas que também sobe bem. Isso valeu-lhe mais top-10 em etapas, culminando com 2º na geral do Tour of Langkawi, 3º na Volta a Bulgária e 9º no Giro della Regione Friuli Venezia Giulia.

Quem também foi para a Ásia relançar a carreira foi Matteo Malucelli. A aventura pela Europa não estava a correr de feição e foi uma aposta ganha. As vitórias demoraram a aparecer, o italiano sempre foi regular mas quando surgiu a primeira apareceram mais 9, incluindo as primeiras da carreira no escalão Pro Series.

 

O menos

A idade já começa a pesar e, com ciclistas mais importantes na equipa, Nathan Earle perdeu algum espaço. O veterano australiano não teve a preponderância de outros anos, o que acaba por ser natural tendo em conta este novo contexto mas não deixa de ser um facto a ser mencionado. Entre os japoneses, Atsushi Oka até venceu o Tour de Kumano, uma prova importante no Japão mas fez pouco mais que isso, talvez acusando o facto do calendário da equipa ser mais exigente do que na temporada anterior.




O mercado

O mercado asiático funciona de forma tardia, as equipas anunciam os seus plantéis numa fase mais adiantada do ano, também contando que a época começa mais à frente que na Europa. As únicas saídas garantidas são de Nathan Earle, um dos elementos mais experientes da equipa e Matteo Malucelli. O australiano vai-se manter no circuito asiático, sendo que Malucelli conseguiu catapultar o excelente 2024 com o primeiro contrato World Tour da carreira, assinando pela Astana.

 

O que esperar em 2024?

Sem plantel confirmado é obviamente bastante complicado projectar o que será a próxima temporada, mas cremos que andará muito nas linhas do que sucedeu em 2024, um elenco maioritariamente constituído por ciclistas japoneses mas com forte influência italiana. Este parece ser um projeto bemestruturado e a presença de investimento transalpino faz com que tenham um calendário bastante alargado, viajando até à Europa para disputar bastantes provas no velho Continente.



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