A equipa alemã foi claramente uma das melhores equipas do ano, acabando por vencer em etapas das três Grandes Voltas e arrecadando também duas camisolas dos pontos. Caso Bennett tivesse vencido a camisola dos pontos na Vuelta, seriam três sprinters diferentes a ganhar nas três maiores provas do ciclismo mundial.



Os dados

Vitórias: 47 vitórias, sendo que 31 foram a nível WorldTour.

Pódios: 96 pódios. Com o mês de abril a ser um mês impactante com 17 pódios.

Dias de competição da equipa: 242 dias, competindo nas provas mais apelativas do calendário internacional.

Idade média do plantel: 30,1 anos, sendo esta uma das equipas em que a média de idades é mais elevada.

Mais kms: Rafal Majka com 12 574 km.

Melhor vitória: Vitória de Sam Bennett no Paris-Nice, na etapa 6. O irlandês estava completamente fechado, mas nos últimos metros ultrapassa Démare e conquista uma vitória importante.



O mais

Uma das figuras de proa da equipa foi claramente o alemão Pascal Ackermann. O ciclista de 25 anos conquistou 13 vitórias nesta temporada, acabando por arrecadar dois triunfos no Giro de Itália e a camisola dos pontos. Venceu duas etapas no Tour da Polónia e duas no Tour of Guangxi, ambas WorldTour.

Mostrou-se autoritário também nas clássicas, vencendo por cinco ocasiões. Destacando-se a vitória na clássica alemã, Eschborn-Frankfurt. Ciclista possante e que cada vez mais se afirma como um dos melhores do mundo na sua especialidade.

Outro elemento fundamental foi o irreverente Peter Sagan, a principal cara da imagem Bora-Hansgrohe. O ciclista eslovaco conquistou quatro etapas durante toda a temporada, sendo que todas as vitórias foram na categoria WorldTour: uma etapa no Santos Tour Down Under, no Tour da Califórnia, no Tour da Suiça e no Tour de França. Conquistou a sua tão desejada sétima camisola verde na Volta a França, tornando-se o primeiro corredor a atingir tal feito. Esteve por 35 ocasiões no top ten, em provas desta temporada.




Nas clássicas, o melhor que conseguiu foi um segundo lugar no Grand Prix de Québec, quarto lugar na Milano-Sanremo e quinto lugar no Paris-Roubaix.

Sam Bennett foi um dos elementos fulcrais na equipa. O sprinter irlandês conquistou treze triunfos durante toda a temporada. Sendo que onze foram no WorldTour, uma na categoria de 2.1 e a outra foi nos campeonatos nacionais da Irlanda, onde se tornou o campeão nacional do seu país. De destacar as duas vitórias na Vuelta. Foi sem dúvida a melhor época de sempre de Bennett. Não sendo por vezes a aposta principal, visto que existe Sagan e um promissor Ackermann.

O principal ciclista para as classificações gerais, a par de Majka, foi Emanuel Buchmann. O alemão de 27 anos conseguiu vencer por duas ocasiões em Espanha, com vitórias no Trofeo Andratx-Lloseta e na Volta ao País Basco. Na Volta a França terminou na quarta posição da geral quando muitos não davam por ele. Terminou também no pódio da geral na Volta ao País Basco e no Critérium du Dauphiné. Um ciclista que terminou a época com 22 top ten.

O polaco Rafa Majka também andou bem ao longo desta época. Apesar de não ter conquistado qualquer vitória, acabou por fechar no sexto lugar do Giro e da Vuelta, com vários top ten pelo meio.



 

O menos

A equipa alemã apresenta um conjunto muito competitivo, no entanto, alguns nomes de quem se esperava algo mais, acabaram por desapontar. Patrick Konrad e Jay Mccarthy são dois exemplos disso.

O mercado

Para a próxima temporada a equipa perde um dos ciclistas sensação de 2019, Sam Bennett, visto que este rumou à Deceuninck-QuickStep. Levou consigo o lançador Shane Archbold. O alemão Christoph Pfingsten saiu para a equipa Jumbo-Visma e o italiano Davide Formolo irá para uma nova aventura na equipa dos Emirados Árabes Unidos.

No entanto, foram buscar alguns nomes para colmatar estas saídas. O jovem Lennard Kamna (ex- Team Sunweb), Ide Schelling ( ex- SEG Racing Academy), Patrick Gamper (ex-Tirol KTM Cycling Team), o italiano Matteo Fabbro (ex-Katusha Alpecin) e o sprinter estónio Martin Laas (ex-Team Illuminate). Com isto, não podemos afirmar que as contratações tenham a relevância ou o mesmo peso das saídas, porque a perda de Sam Bennett e de Formolo são difíceis de colmatar. A equipa ganha acima de tudo mais gente para o trabalho, na esperança que os ciclistas se venham a desenvolver com o passar das provas/competição.



O que esperar em 2020?

A equipa irá continuar com Sagan e Ackermann por isso estará bem servida nas chegadas mais rápidas, na luta por etapas e camisolas dos pontos nas grandes competições. Continua munida de homens importantes, como os experientes Marcus Burghardt, Drucker, Bodnar, Óscar Gatto, Daniel Oss e Andreas Schillinger, que são nomes importantes na ajuda das chegadas rápidas e nas clássicas, mas acima de tudo na ajuda aos mais novos.

Para as classificações gerais teremos Emanuel Buchmann e Rafa Majka a assumirem o papel de líderes. Felix Grosschartner e Maximilian Schachmann também irão ter as suas oportunidades de brilhar, com este último a ser dos nomes mais importantes da equipa para as provas de um dia.

Uma equipa capaz de lutar em várias frentes e que vai apontar para repetir ou melhorar o número vitorioso desta temporada.





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