Iniciamos hoje a habitual série das melhores equipas do ano, será publicada 1 equipa por dia, do 30º para o 1º lugar tendo em conta o desempenho das equipas ao longo de 2020. Para ordem das equipas tivemos como base o UCI World Ranking, fazendo depois os pequenos ajustes que considerámos pertinentes.
Pela primeira na sua existência, a Uno-X Pro Cycling Team assumiu-se como uma equipa ProTeam, ou seja, do segundo escalão do ciclismo mundial. O ano foi atípico, faltaram as muitas provas escandinavas onde costuma brilhar, como a Volta a Noruega e a Arctic Race of Norway, mas mesmo assim a formação norueguesa teve um ano muito positivo.
Os dados
Vitórias: 11 triunfos UCI às quais se juntam 14 vitórias no calendário norueguês/dinamarquês
Pódios: 29 ao todo, 3 deles em provas 2.Pro e todos eles conseguidos por Markus Hoelgaard
Dias de competição da equipa: 61 dias
Idade média do plantel: 23,4 anos
Mais kms: Torstein Træen, com 4 964 kms, fez 33 dias de competição
Melhor vitória: O triunfo de Andreas Leknessund na classificação geral do Giro della Regione Friulli, uma prova muito importante do calendário sub-23, já ganha por Tadej Pogacar e Diego Rosa.
O mais
2020 foi o ano de afirmação de Markus Hoelgaard. O norueguês é um dos ciclistas com mais experiência na equipa norueguesa, sempre se destacou nas competições locais mas, esta época, começou a render fora da Escandinávia. Ciclista muito completo, adora subidas curtas e exposivas e tem uma boa ponta final, foi 3º na Volta a República Checa e 2º na Volta ao Luxemburgo, tendo estado na disputa de muitas etapas destas provas.
Em termos de vitórias ninguém foi capaz de superar Andreas Leknessund. Com apenas 21 anos, o norueguês adapta-se mais à montanha que Hoelgaard, andando muito bem no contra-relógio, facto disso são o título nacional norueguês e o título europeu sub-23 na especialidade. Foi 4º na Volta a Eslováquia, 8º no Piccolo Lombardia, venceu o GP Lillehammer e fechou o ano a ganhar Giro della Regione Friulli e uma etapa. Menções para Erlend Blikra e Torstein Træen com resultados interessantes em algumas provas.
O menos
Niklas Larssen era um dos reforços de peso da equipa norueguesa para 2020 no entanto a temporada atípica acabou por afetar o seu rendimento. O vencedor da Volta a Dinamarca 2019 competiu apenas 7 dias, num ano onde não conseguiu terminar as provas onde esteve à partida.
Vindo da Groupama-FDJ, Daniel Hoelgaard era um regresso a casa que era visto com bons olhos devido à sua regularidade e experiência. O irmão mais velho de Markus até abriu a temporada com dois top-10 nas etapas ao sprint da Volta ao Algarve mas a partir daí eclipsou-se, com o regresso à competição a ser algo para esquecer.
O mercado
A qualidade de Andreas Leknessund é inegável e, mais cedo ou mais tarde, o jovem ciclista iria dar o salto para o World Tour, fazendo-o já em 2021, assinando pela Team Sunweb, num acordo que já está celebrado há bastante tempo.
Com uma perda importante, a Uno-X olhou para o World Tour e para a experiência nórdica, contratando Kristoffer Halvorsen e Rasmur Tiller. Halvorsen ainda é muito novo e, depois de passagens menos positivas pela Team Sky e EF Pro Cycling, dá um passo atrás, para relançar a carreira, num “casamento” que tem tudo para dar certo. Søren Wærenskjold e Anton Charmig são as restantes contratações.
O que esperar de 2021?
O núcleo duro da equipa mantém-se. Se a temporada decorrer nos moldes habituais, Markus Hoelgaard tem tudo para ser uma das figuras de destaque nas provas de uma semana com alguma dificuldade.
Niklas Larsen terá que aparecer nas clássicas e destacar-se com a sua ponta final. Daniel Hoelgaard e Kristoffer Halvorsen podem formar uma dupla temível nas chegadas ao sprint, ambos têm experiência World Tour. Atenção ao trepador Torstein Træen e ao jovem reforço Søren Wærenskjold, um corredor todo-o-terreno.