Após 3 etapas em linha, tempo para o longo contra-relógio individual do Criterium du Dauphine, um teste já muito importante para a classificação geral e para futuras provas, principalmente o Tour de France. Jonathan Castoviejo fez o primeiro tempo interessante, com 38:33, e foi preciso esperar até à chegada de Nelson Oliveira para vermos um nova melhor registo. O antigo campeão nacional fez menos 3 segundos que o espanhol no entanto não permaneceu muito tempo no hot seat já que Remi Cavagna vinha muito rápido, terminando com 37:55.
O registo do ciclista da Soudal Quick-Step permaneceu durante muito tempo, muitos ciclistas foram chegando mas ninguém conseguia aproximar-se do minuto 38, apesar dos bons tempos intermédios de nomes como Daniel Martinez, Adam Yates e Jack Haig. Mikkel Bjerg foi de menos a mais no contra-relógio, o dinamarquês defendeu-se na parte mais dura e no setor mais plano, que o favorecia mais, abriu espaço para a concorrência e voou para um grande registo, retirando 27 segundos ao tempo de Cavagna.
Este novo melhor registo só estaria ameaçado por Jonas Vingegaard, o dinamarquês até foi o melhor registo no primeiro ponto, só que na fase mais fácil do percurso não conseguiu aguentar com a aproximação de Bjerg e, no final, terminou a 12 segundos. Ainda faltavam chegar bastantes ciclistas, só que nenhum conseguiu bater os 37:28 de Bjerg e o ciclista da UAE Team Emirates conseguiu a primeira vitória enquanto profisional. A juntar a isso, Bjerg é o novo líder do Dauphine. Nelson Oliveira finalizou a etapa em 9º.
Fazendo contas para a geral, fizeram-se diferenças importantes, com Vingegaard a ser o grande beneficiado. O dinamarquês perdeu os já referidos 12 segundos para Bjerg, com Ben O’Connor a terminar a 41, Adam Yates a 57, Daniel Martinez a 1:07, Jai Hindley a 1:08, Jack Haig a 1:15. Matteo Jorgenson a 1:37, Carlos Rodriguez a 2:00, Emanuel Buchmann a 2:13, David Gaudu a 2:22, Richard Carapaz a 2:39, Enric Mas a 2:40 e Mikel Landa a 2:49.