A etapa 19 estava marcada pelo regresso do terreno plano, depois de muita montanha, finalmente, os sprinters a respirarem de alívio.  À partida, a notícia dos abandonos de Miguel Ángel López e de Michael Woods. Houve uma queda logo ao início da tirada, pouco tempo depois da partida oficial, a envolver vários corredores e a partir o pelotão ao meio. Toms Skujins e Michal Kwiatkowski aceleravam, com resposta do camisola amarela Tadej Pogacar, que acabou por meter “ordem na casa”, acabando por repreender os dois adversários, porque estavam a atacar e tinha acabado de haver uma queda.



A 170 km do fim, nova queda a envolver vários ciclistas importantes, incluindo Sonny Colbrelli, Ballerini, Enric Mas e Geraint Thomas. O britânico da Ineos já deve ter perdido as contas do número de infortúnios neste Tour. Uma altura em que a corrida estava a ser muito atacada, acabaram por sair vários corredores. A fuga do dia acabou por ser formada por 20 ciclistas na frente, com a Trek-Segafredo a ser a equipa mais representada com três homens, Jasper Stuyven, Edward Theuns e Julien Bernard. Estavam presentes nomes como: Davide Ballerini, Mike Teunissen, Michael Valgren, Christophe Laporte, Matej Mohoric e Max Walscheid.

No pelotão, a Team BikeExchange e a Israel Start-Up Nation colaboravam esforços na perseguição. A formação australiana queria levar Michael Matthews à vitória e a uma possível conquista da camisola verde, enquanto que a Israel pretendia levar o “Gorila” Andre Greipel à discussão do sprint final, no dia do seu aniversário, comemorando os seus 39 anos.

 



Passou a ser só a Israel a trabalhar no pelotão, o que acabou por durar pouco tempo, abdicando da perseguição e entregando a vitória à fuga. A vantagem foi alargando e depressa chegou aos dez minutos. A equipa do líder assumia a cabeça do pelotão, controlando o ritmo a seu agrado.

Numa das colinas da parte final do percurso, a 36 km do fim, ataques de Franck Bonnamour, Jonas Rutsch e Élie Gesbert. Os três tentavam destacar-se nesta fase porque estavam presentes demasiados homens rápidos no grupo. O trio acabaria por ser alcançado, mas excluíam alguns nomes da dianteira, incluindo o francês Julien Bernard, que muito trabalhou em prol dos seus colegas.



A 25 km da chegada, Matej Mohoric arrancou a solo e mais ninguém o viu. O esloveno ganhou, rapidamente, uma vantagem de 40 segundos para o grupo perseguidor. O segundo grupo não colaborava da melhor forma, com vários ataques entre si. A margem foi suficiente para cortar a meta de forma isolada, sendo que esta foi a segunda vitória no Tour para Mohoric, a terceira para a Bahrain-Victorious. Na luta pelo segundo lugar, já a 58 segundos, Laporte levou a melhor, seguindo-se Casper Pedersen no terceiro posto.

O pelotão chegou sem percalços, a mais de 20 minutos do vencedor. Pogacar mantém a sua liderança de forma confortável, antes do contrarrelógio individual de amanhã, dia em que serão feitas as últimas diferenças entre os homens da geral.

By admin