Um dos ciclistas mais enigmáticos e imprevisíveis do pelotão internacional, Ivan Garcia Cortina, assinou um contrato de 3 anos com a Movistar, que assim confirma a aposta em jovens corredores espanhóis.

Ivan Garcia Cortina é um ciclista espanhol fora do comum, bastante possante com quase 80 quilos, deu nas vistas nas camadas jovens, ao ser campeão nacional de juniores. Em 2016 fez top 10 no Tour des Flandres e no Paris-Roubaix para sub-23 e acabou a época a ser 7º nos Mundiais.



A Bahrain-Merida abriu-lhe as portas do WT em 2017 e surpreendeu logo no 1º ano, ao ser 8º nos Europeus de elites e 3º na 19ª etapa da Vuelta na primeira Grande Volta que realizou. Em 2019 deu bastante nas vistas, ao ganhar 1 etapa no Paris-Nice e depois fazer 7º no BinckBank Tour e 3º no G.P. Montreal, foi o verdadeiro ano de afirmação. Começou 2020 muito bem ao ganhar no Paris-Nice a 3ª etapa diante de Peter Sagan.

O espanhol de 24 anos é um “big hitter”, tem 2 vitórias na carreira, ambas no World Tour, e adora corridas longas e duras, aparecendo por vezes quando menos se espera. É explosivo e tem uma boa ponta final e não se importa com as colinas. Adora as clássicas e é aí que se vai focar, tal como Eusebio Unzué diz: “acima de tudo vai permitir-nos ir para as clássicas do empedrado com uma real oportunidade de alcançar um bom resultado”.



Cortina diz que o grande sonho e o grande objectivo é vencer um dia o Paris-Roubaix, a sua corrida de sonho, e uma prova que a Movistar nunca conquistou. O grande problema para Cortina é que na Movistar não existe uma estrutura e uma base sólida para esse tipo de corridas, o jovem espanhol contará com Imanol Erviti e Nelson Oliveira para o ajudar, mas mesmo assim contra o poderio de equipas como a Quick-Step, EF Education First ou Ag2r Citroen (para o ano) será bastante curto. Se a equipa espanhola quer fazer uma aposta a sério nestas provas ainda precisa de ir ao mercado e muito jeito daria Jurgen Roelandts.

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