Naquele que muito provavelmente será o último dia de ciclismo durante alguns meses o pelotão partiu com muita vontade de dar espectáculo e desde o quilómetro 0 os homens da geral atacaram a corrida. Quintana, Nibali, Pinot, Higuita e Benoot, entre outros, andaram escapados, com a Bora-Hansgrohe desesperada para fechar o espaço.
A equipa alemã conseguiu estancar a hemorragia, mesmo que desse grupo de 20 ciclistas tenham saído 6 ciclistas: Julian Alaphilippe, Aurelien Paret-Peintre, Thomas de Gendt, Anthony Perez, Nicolas Edet e Alberto Bettiol. Alaphilippe era o único real perigo para a geral e a Bora-Hansgrohe numa fase intermédia da corrida começou a ter a ajuda da EF Education First e da Arkea-Samsic.
O grupo de fugitivos entrou na subida final com 1:10 e rapidamente Thomas de Gendt deixou todos os seus companheiros de fuga para trás. O belga continuou sozinho subida acima e até foi alargando a vantagem para o reduzido grupo dos favoritos, de onde já tinham saído Guillaume Martin e Winner Anacona. Martin e Anacona foram apanhados pelo trabalho de Kenny Elissonde, que só ficou para trás quando Romain Bardet acelerou.
A diferença para Thomas de Gendt só começou a descer quando Richie Porte entrou ao serviço, entrando com 55 segundos nos 5 kms finais. O grupo dos favoritos rebentou quando Nairo Quintana atacou a mais de 3 kms da meta, rapidamente o colombiano apanhou e deixou Thomas de Gendt para trás e foi ganhando terreno a Schachmann, Pinot, Nibali, Benoot e Higuita, que não se entendiam.
Nairo foi alargando a diferença, até que Tiesj Benoot finalmente atacou no grupo dos favoritos, a 1,5 kms da meta, tentando ganhar 30 segundos a Schachmann. Só que foi tarde demais para o belga, que só encurtou de 36 para 18 segundos a diferença, conseguindo assim Maximilian Schachmann a maior vitória da carreira até agora, com Sergio Higuita a completar o pódio da geral
Entretanto um renascido Nairo Quintana somava a 5ª vitória do ano, a 3ª em chegadas em alto para subir a 6º na geral.